Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

Sugestão de Leitura

 

Título: A Profecia de Istambul

 


Autor: Alberto S. Santos
Editor: Porto Editora
Preço: €18,90

 

 

Com A Escrava de Córdova, publicado em 2008, Alberto S. Santos saiu do anonimato enquanto escritor e atingiu um patamar de grande sucesso, comprovado pelos mais de 15 mil livros vendidos, um valor notável para uma primeira obra de um autor português.

 

A Profecia de Istambul
Apenas um pequeno grupo de iluminados conhece o inquietante mistério associado à Lança do Destino que, em silêncio, atravessa séculos e milénios. As cidades de Istambul, Argel e Salónica do século XVI são o exótico cenário da luta entre o Bem e o Mal, onde nasce uma terrível profecia que ameaça o futuro da Humanidade.

 

A Profecia de Istambul é um empolgante romance que traz à cena os prodigiosos seres que transformaram a bacia do Mediterrâneo num fervente caldeirão cultural durante o Século de Ouro. Num tempo em que mudar de religião pode significar a ascensão social ou a fogueira da Inquisição, muitos são os homens e as mulheres permanentemente confrontados com as mais duras penas, e com a sua própria consciência, para que tomem a decisão das suas vidas.

 

Pelo meio de corsários, cativos, renegados, conquistadores e judeus fugidos dos estados ibéricos, entre um inviolável pacto e um perturbante mistério, emerge uma fascinante história de amor, que irá colocar à prova os valores mais profundos de um ser humano.

 

O autor
Alberto S. Santos é advogado, formado pela Universidade Católica Portuguesa, exercendo actualmente de presidente da Câmara Municipal de Penafiel. É natural de Paço de Sousa, Penafiel, onde reside.

 

Críticas a A Profecia de Istambul
"Com grande rigor histórico, o autor convida-nos a fazer uma peculiar viagem no tempo: o século XVI nas duas margens do Mediterrâneo, ainda dominado pela Espanha, em que a Inquisição e a pirataria campeiam e as religiões se gladiam de modo implacável.
Trata-se de uma história meticulosamente engendrada com um "suspense" crescente até ao fim, através duma rede de personagens típicas de uma época em que o sagrado e o profano se confundem, a violência integra o quotidiano com naturalidade e faltam ainda dois séculos para emergir o tempo da tolerância".
Elvira Azevedo Mea, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, membro da Academia Portuguesa de História e da Union of Jewish Studies.

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Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

Editorial 19 de Novembro de 2010

Uma história de sucesso. Em Abril do ano passado, 50 funcionárias da Ladário Confecções, uma fábrica de Duas Igrejas, Paredes, foram notícia no nosso jornal: O patrão tinha levantado todo o dinheiro das contas bancárias da empresa e fugira, deixando as empregadas com três meses de salários em atraso e sem emprego. Pouco tempo depois, um dos clientes da antiga Ladário Confecções contactou algumas funcionárias e propôs-lhes trabalho, caso elas quisessem criar uma nova empresa de confecções. E é por isso que essas mulheres voltam a ser notícia na edição desta semana.

 

O cliente que lhes ofereceu trabalho é a marca internacional Hugo Boss. No dia 13 de Maio do ano passado, algumas funcionárias lideradas por uma antiga administrativa e uma ex-encarregada de produção, fundaram a Volta Inesperada, um nome, admitem as mulheres, escolhido à pressa, mas que se adequa plenamente ao que aconteceu em Duas Igrejas. Na altura, algumas colegas recusaram participar nesta nova empresa, optando pelo comodismo do Fundo de Desemprego. O que é certo, é que o subsidio estatal já terminou e essas mesmas colegas batem agora à parta do projecto do qual não acreditavam a pedir emprego.

 

Em apenas um ano e meio, a Volta Inesperada garantiu todos os postos de trabalha da antiga fábrica e, nos oito meses do ano passado, facturaram 370 mil euros. Neste momento, as sócias gerentes até garantem que precisam de mais dez costureiras. De facto, a vida dá a “Volta Inesperada” para quem luta e não fica à espera de viver à custa de um qualquer subsídio. 

 

Outra vez. É a quinta vez desde que se iniciou o ano lectivo, em Setembro, que o pólo de Baltar do Emaús, uma instituição que acolhe 49 pessoas com deficiência mental, é assaltado. O último assalto ocorreu no passado fim-de-semana e, para além do roubo de várias máquinas utilizadas nas aulas de trabalhos manuais, desapareceram grandes quantidades de bens alimentares como bacalhau, azeite ou arroz. Leu bem. Até a comida roubaram. Estou convencido de que este tipo de assaltos só se resolve à base de chumbo grosso.

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Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

Sugestão de Leitura

SÁ CARNEIRO

Autor: MIGUEL PINHEIRO
Editor: Esfera dos Livros
P.V.P: €32

 

Aos 46 anos, no dia 4 de Dezembro de 1980, Francisco Sá Carneiro, fundador e líder do PSD, morreu em Camarate. Junto de Snu Abecassis, a mulher por quem se apaixonou e por quem desafiou as leis da Igreja, da família, da sociedade e da política. Muitos viam-no como o rosto da esperança, o futuro da política portuguesa. Outros criticavam-lhe o carácter e a forma de fazer política. A sua morte precoce, envolta em mistério e polémica, fez dele um mito. Depois de cinco anos de pesquisa exaustiva, de recolha de documentação e de fotografias inéditas, o jornalista Miguel Pinheiro traça a biografia completa, pessoal e política, de Francisco Sá Carneiro, o advogado que durante onze meses foi primeiro-ministro de Portugal. Ao longo destas páginas, ficamos a conhecer pormenores e histórias até então absolutamente desconhecidas: como o dia em que fintou a morte apesar de ter recibo a extrema-unção; a depressão que sofreu e tentou esconder a seguir ao 11 de Março de 1975.
                                                                                       
Miguel Pinheiro é director da revista Sábado. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, começou a trabalhar em jornalismo no semanário O Diabo. Passou pelo extinto diário A Capital, onde foi repórter e editor de política, sociedade e internacional, e exerceu o cargo de director-adjunto do diário 24 Horas. Colaborou com vários meios de comunicação social, nomeadamente com O Independente, a Maxmen e as revistas brasileiras República e Bravo!. Recebeu o prémio Grande Reportagem atribuído pela revista Grande Reportagem.

 

Miguel Pinheiro traça a biografia completa, pessoal e política de Francisco Sá Carneiro.

 

Cinco anos de pesquisa exaustiva, de recolha de documentação e fotografias inéditas e uma centena de entrevistas a familiares, amigos, companheiros e adversários políticos.


Um retrato único do homem, do mito, das suas convicções, forças e fraquezas, num período fundamental da nossa História Contemporânea.



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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

Editorial 12 de Novembro de 2010

Justificar. Na semana passada noticiamos um conjunto de medidas que a Câmara Municipal de Penafiel vai adoptar com vista à redução da despesa. Esta semana, publicamos uma entrevista ao presidente da autarquia para tentar perceber de que forma vão ser aplicadas estas medidas e se não teme as reacções das associações e clubes que vão sofrer cortes nos subsídios entre 15 a 50 por cento. Numa entrevista sem divagações, Alberto Santos, justificando o Plano de Contenção e Sustentabilidade com cortes das transferências do Governo para o município, através do Fundo de Equilíbrio Financeiro, na ordem dos 1,5 milhões de euros, explica cada um dos cortes e responde às críticas que o Partido Socialista lhe lançou.

 

Trabalhar. Algumas empresas têxteis de Paços de Ferreira poderão ter que recusar trabalho devido às dificuldades de tesouraria que as impedem de comprar a matéria-prima necessária. E tudo porque a banca desconfia do sector têxtil e está a cobrar taxas de juro na ordem dos sete por cento. Empresários e responsáveis políticos exigem, por isso, que os bancos apliquem às pequenas e médias empresas deste ramo as mesmas condições impostas noutros sectores. Entretanto, um inquérito realizado pela Câmara Municipal de Paços de Ferreira a 50 empresas do concelho revelou aquilo que muitos empresários já vinham sentindo na pele: são necessários seis milhões de euros para as PME pacenses comprarem matéria-prima e contratar mais funcionários. É conveniente lembrar que 18 por cento da riqueza gerada neste concelho tem origem neste sector que emprega mais de 9 mil pessoas.

 

Ajudar. Em Sobrosa, foi apresentado um projecto pioneiro na região: um lar residencial para pessoas com deficiência. Terá capacidade para 14 utentes com idade superior a 16 anos, que, pela sua condição, não possam viver no meio familiar de forma permanente ou temporária, onde o alojamento será complementado por serviços de apoio e de ocupação da vida diária, desenvolvendo a autonomia e apoiando a integração social e escolar.

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Terça-feira, 09 de Novembro de 2010

Sugestão de Leitura

 

MULHERES QUE AMARAM DEMAIS

Autor: helena Sacadura Cabral

Editor: Esfera dos Livros

Preço: 24 €  

 

O amor é um conceito intrigante. Existem diversas formas de amar, diferentes objectos de amor, formas díspares de viver e sentir este sentimento universal. São mulheres que, durante o século XX, algumas delas muito à frente do seu tempo, amaram sem limites, nem preconceitos, desafiando convenções e modelos estabelecidos, entregando-se de corpo e alma à sua paixão. Depois do enorme sucesso de As Nove Magníficas, Helena Sacadura Cabral apresenta-nos Mulheres que Amaram Demais. Marie Curie amou a ciência acima de tudo, Gabrielle Chanel, a moda, Marguerite Yourcenar, a sua literatura, a extravagante Gala Dalí entregou-se à arte, Jacqueline Kennedy Onassis viveu sempre perto de homens de poder, a misteriosa Wallis Simpson deixou-se fascinar pelo estatuto e pela riqueza, Golda Meïr amou a terra, o povo e um projecto político, a actriz Marlene Dietrich amou homens, mulheres e a sétima arte, já Madre Teresa de Calcutá entregou-se a Deus e ao outro, sem limites. É a história destas extraordinárias mulheres, o modo como se entregaram ao amor físico, carnal, erótico e sensual, como viveram ao lado de homens e mulheres, companheiros que nunca lhes fizeram sombra, mas que serviram os seus propósitos, a forma como perseguiram os seus objectivos profissionais e de vida.

 

O que é que define uma vida profissional? No caso de Helena Sacadura Cabral, é difícil dizê-lo. Economista de formação, ensinou na universidade o que, enquanto tal, aprendeu. Mas temperou esse ofício com aquilo que a vida lhe ensinou. Por gosto, é também cronista na imprensa e na rádio. E ainda escreve livros. Até à data, nove já publicados. Sobre aspectos variados da sociedade que nos rodeia que vão da economia à política, da sociologia à gastronomia, enfim, do reflectir ao sentir.

 

Qual é, então, a profissão que lhe deve ser atribuída? A esta pergunta, Helena responde que a sua carreira se define numa palavra: «existir»!

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Segunda-feira, 08 de Novembro de 2010

Editorial de 5 de Setembro de 2010

Ataque à família I. Na passada segunda-feira, foi posto em marcha mais um claríssimo ataque à família. O Governo decidiu eliminar os 4º e 5º escalões do abono de família, ou seja, quem tiver rendimentos brutos mensais superiores a 628 euros perdeu o direito ao abono de família. O corte que se fará sentir já este mês vai afectar sobretudo as famílias de menores recursos e vai agravar o risco de pobreza infantil. Ainda esta semana, Amélia Bastos, uma economista do Instituto Superior de Economia e Gestão que se tem dedicado à investigação da pobreza infantil em Portugal, disse quem nem precisa de fazer simulações para perceber o impacto do corte nos abonos de família. A investigadora garante que quando se compara o efeito dos apoios sociais na taxa de risco de pobreza dos idosos com os impactos conseguidos na pobreza infantil as diferenças são abissais.

 

Ataque à família II. Para conseguir equilibrar as contas públicas, em vez de reduzir a despesa supérflua, o Governo vai cortar nas despesas de saúde, nos benefícios fiscais, congelar pensões já de si míseras e cortar o abono de família. Se a tudo isto acrescentarmos que os medicamentos podem vir a custar o triplo, lá se vai a imagem do “estado social” que nos tentaram vender. Portugal foi pioneiro no abono de família, que foi instituído em 1942 por Salazar. Agora, José Sócrates ficará para a história por acabar com um benefício às famílias que até Salazar pagava.

 

Campeonato Interescolas. Pelo terceiro ano consecutivo, está a decorrer o Campeonato Interescolas do Vale do Sousa e que conta com o apoio do nosso Jornal. Da Geografia à História, passando pelas disciplinas de Português, Inglês, Matemática, Biologia e Ciências várias são as áreas de conhecimento exploradas neste concurso que privilegia também a rapidez e a perspicácia. Através de jogos de diversão e de sabedoria, o campeonato pretende ser, mais do que um teste de conhecimentos, uma forma de aprendizagem, para os estudantes e um estímulo à aprendizagem. Este fim-de-semana acompanhe os quartos de final no Ferrara Plaza, em Paços de Ferreira.

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Sexta-feira, 05 de Novembro de 2010

Sugestão de leitura

OS CADERNOS DE MR. PICKWICK

 


Autor: CHARLES DICKENS

Editor: Tinta da China
Preço: 33,21 €

 

Numa altura em que nos tentam fazer crer que uns números orçamentais nos devem tirar o sorriso, decidi sugerir um clássico de bom humor. Humor fino.

 

Os Cadernos de Mr. Pickwick foram publicados em fascículos entre 1836 e 1837. São um clássico instantâneo, uma referência na comédia de situação, de linguagem e de personagem, cuja influência se percebe em obras de todos os tipos - não apenas nas estritamente humorísticas. E um livro inocente sobre a inocência, em que tanto o protagonista como o autor vão, a pouco e pouco, deixando de ser inocentes. O eterno Sr. Pickwick, que começa por ser um pateta pomposo e ridículo, é, no final do livro, um homem bondoso e puro - e, no entanto, temos a sensação de que não foi ele quem mudou.

 

É uma viagem empolgante com o Sr. Pickwick e os seus amigos pela Inglaterra do século XIX. Histórias de ir às lágrimas, escritas com a mestria de Charles Dickens. Pela primeira vez o texto integral, numa tradução de excelência de Margarida Vale de Gato. Um clássico obrigatório.

 

Sobre o autor, Fernando pessoa disse "O Sr. Pickwick é uma das figuras sagradas da história mundial. Por favor, não se alegue que ele nunca existiu: o mesmo acontece com a maioria das figuras sagradas do mundo, e isso não as impediu de serem uma presença viva para um vasto número de réprobos consolados. Logo, se um místico pode alegar um relacionamento pessoal e uma visão nítida de Cristo, um ser humano pode alegar um relacionamento pessoal e uma visão nítida do Sr. Pickwick".

 

Esta edição da Tinta da China apostou num livro com capa dura e cartonada e um grafismo exemplar, o livro tem ainda a característica de não possuir lombada, deixando à vista as costuras, como se tivéssemos nas mãos um velho alfarrábio. O prefácio é do humorista Ricardo Araújo Pereira.

 

Como diz Chesterton, "Dickens não escreveu exactamente literatura; escreveu mitologia". Vale a pena ler.

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Quinta-feira, 04 de Novembro de 2010

Editorial de 29 de Outubro de 2010

Esta semana, o país assistiu a um autêntico "Big Brother" sobre as negociações entre o PS e o PSD, com vista à aprovação do Orçamento de Estado. As televisões passaram horas a cobrir o momento em que os políticos chegavam à Assembleia da República, o tempo que falavam, a que horas saíam, a que horas regressavam. Quem visse aquilo pela primeira vez poderia ser levado a pensar que dali dependia a sobrevivência da Nação.

 

No fim, deu para perceber que as diferenças entre PS e PSD não são muito grandes. O aparecimento do ex-ministro Eduardo Catroga tinha o objectivo de baixar as armas políticas e levar a discussão para o plano da razoabilidade. Fosse qual fosse o resultado das negociações, as diferenças nunca poderiam ser muitas. A função de Eduardo Catroga serviu apenas para colmatar uma série de desleixos de Passos Coelho, como por exemplo, o anúncio na Festa do Pontal, quando afirmou que não aprovaria um orçamento que aumentasse os impostos e até lançou um ultimato e uma data. O que ganhou o PSD? Nada. Pedro Passos Coelho tentou sair de um labirinto que foi construindo. Por isso, o PSD devia abster-se. Este orçamento é inútil.

 

Portugal precisa de um orçamento de contenção e disso ninguém tem dúvidas. Alguns especialistas afirmam que é como se tivéssemos o FMI, mas não é verdade. Com este orçamento temos algumas – poucas – medidas necessárias, mas nunca teremos o rigor imposto pelo FMI. Com o FMI ganharíamos estabilidade e a credibilidade dos nossos credores.

 

Eu não acredito na capacidade do Governo para executar este orçamento. A título de exemplo, convém lembrar que a despesa pública na Grécia – que é um mau exemplo – está a descer nominalmente 5%. Na Espanha 11% e na Irlanda 19%. Em Portugal, a despesa está a crescer 4%. Embora o Governos nos trate como parolos e continue a dizer que a despesa já está a descer, a verdade é que ela continua a crescer, só que cresce menos, o que ninguém compreende.

 

Importa relembrar que a não aprovação do orçamento só é impeditivo para o aumento de impostos. Para cortar despesas o governo não precisa do orçamento para nada. Por isso, seja qual for o resultado, pior que estamos não ficamos e até pode ser que a vinda do FMI ajude.

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