Terça-feira, 31 de Agosto de 2010

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Esta foto é um pormenor de uma imagem de Nossa Senhora com o Menino ao colo, tem apenas 16 cm e é feita em porcelana. Pedi à artista plástica paredense Amélia Romualdo que a pintasse. O resultado é este que vêm - lindíssimo – e a imagem está em cima da minha secretária de trabalho.

 

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Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010

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Uma abelha visita dez flores por minuto à procura do pólen e do néctar. Esta apareceu enquanto fotografava a flor.

 

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Domingo, 29 de Agosto de 2010

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Esta fotografia foi feita hoje na casa dos meus pais. Não sei o nome da flor, mas gosto particularmente das cores quentes.

 

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Sábado, 28 de Agosto de 2010

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As últimas gotas do café que acabei de tirar para mim.

 

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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010

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Dependendo da forma como olhamos, na natureza tudo tem a sua beleza.
Esta foto é de uma flor selvagem, que deve ter pouco mais de dois centímetros, que cresceu no meio da relva do Parque da Cidade de Paredes.

 

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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010

Editorial de 27 de Agosto de 2010

Prestar contas. Na edição desta semana, damos a conhecer o trabalho desenvolvido pelos quatro deputados da região que trabalham na Assembleia da República. O mandado dos deputados deve ser exercido em estreita ligação com os eleitores, para que quem os elegeu conheça, de forma transparente, o seu trabalho. Conhecendo melhor o trabalho daqueles que elegeram, é possível fazer um juízo mais rigoroso. Ser deputado é também prestar contas e essas contas não podem ser feitas apenas na altura da campanha eleitoral.

 

Feira das Cebolas. A centenária Feira das Cebolas saiu da zona do Sameiro e passou para a berma da estrada, mais propriamente, para a berma da Circular Sul da Variante do Cavalum. Adolfo Amílcar, o vereador responsável por esta decisão, justifica a decisão com uma promessa feita aos moradores da Avenida Gaspar Baltar, que se sentiam incomodados com a feira. Para além disso, também diz que um dos motivos para a deslocalização da feira são as obras de requalificação que vão começar naquela zona. Ficamos todos a aguardar o início das obras na Avenida Gaspar Baltar antes do fim da Feira das Cebolas (que é já no Domingo). Entretanto, os feirantes ficam na berma da estrada, sem semáforos ou passadeiras, pondo em perigo os vendedores e os clientes.

 

Fechar escolas. Na semana passada, publicamos a lista das 48 escolas que vão encerrar este ano. Se é certo que muitas delas encerrarão para se mudarem para os novos centros escolares, também é verdade que outras tantas encerrarão porque não têm alunos em número suficiente para continuarem em funcionamento. Daqui a um ano ou dois, tal e qual como definido nas cartas educativas, irão fechar mais escolas e algumas freguesias ficarão sem escola. Pode-se alegar tudo – que as escolas são maiores, são melhores, com mais condições, etc. – mas uma freguesia sem escola é uma freguesia a caminho da desertificação. O problema não se resolve fazendo escolas em todas as freguesias. Resolve-se com políticas que protejam as famílias e permitam o aumento da natalidade.

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Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010

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Um pormenor da pequena imagem de Nossa Senhora que tenho no hall de entrada da minha casa.
“Quando te perguntaram que imagem da Virgem te dava mais devoção, e respondeste - «todas», compreendi que eras um bom filho; por isso te parecem bem (enamoram-me, disseste) todos os retratos da tua Mãe.” (São Josemaria Escrivá)

 

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Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010

Passe bem!

Texto de Zita Seabra
 
Não é certamente possível ter escolas e creches abertas e maternidades a funcionarem, se nascem cada vez menos crianças e Portugal tem uma das mais baixas taxas de natalidade da Europa.

 

Nos últimos anos, todas as políticas dominantes foram no sentido de atacar a família, de a desestruturar e de dificultar que os casais tenham filhos. Na mesma semana da notícia do fecho das escolas, foi promulgada a lei das uniões de facto. Esta lei vem no seguimento de toda uma legislação concebida para considerar a instituição familiar - ou, como escreveram Marx e Engels, a «família patriarcal-burguesa» - algo de obsoleto.

 

Senão, vejamos. O aborto passou a ser considerado um direito, o que teve como consequência imediata transformar-se num banal método anticoncepcional. Da legislação que existia em Portugal e que apenas pretendia evitar a prisão das mulheres que, perante um drama que por vezes acontece nas curvas da vida, partiu-se para esse caminho e os resultados estão à vista. Hoje, há jovens mulheres que banalizaram o aborto na sua vida e já realizaram dois ou três abortos legais, desde que a lei foi aprovada, em hospitais públicos, ou em clínicas espanholas. Alguns dos inspiradores da lei já vieram, alarmados, penalizar-se pelos resultados da lei que fizeram e reconhecer que nem conseguem que essas jovens passem, depois de abortar, por uma consulta de planeamento familiar. Voltam apenas, pouco tempo depois, para um novo aborto. Um direito nunca pressupõe culpa e a lei aprovada banalizou o aborto a pedido, sem drama , sem culpa, como se não existisse uma vida interrompida.

 

Em simultâneo, facilitou-se de tal forma o divórcio sem qualquer salvaguarda da parte mais frágil do casal: os filhos e (quase sempre) a mulher, surgindo dramas terríveis de casamentos desfeitos com um «passa bem». Os filhos vêem-se de repente transformados num fardo que circula de casa em casa, sem quarto, porque o que dá mais jeito é que uma semana «chateiem» um, outra outro e, muitas vezes, ainda rodem pelos vários avós. As crianças deixaram de ser, tantas vezes, o centro do vida familiar para se transformarem em novos nómadas e as mulheres em novos pobres, «despedidas» mais facilmente que qualquer empregado sindicalizado.

 

Do ponto de vista fiscal, o casamento e os filhos penalizam quem tem a ideia antiquada de casar e imagine-se? ter filhos e ter uma família. As uniões de facto estão de tal forma equiparadas ao casamento que o melhor para quem não deseja nenhum compromisso é mesmo garantir, publicamente, em notário que, apesar de solteiro, viúvo ou divorciado, vive só, assegurando que ninguém entra lá em casa. Homem ou mulher.

 

O casamento civil foi, assim, equiparado à união de facto, transformado num contrato a (curto) prazo, quando já tinha sido recentemente equiparado o casamento de homossexuais com o de heterossexuais. Com filhos ou sem filhos, o importante é, na ideologia dominante, acabar com a opressão da família burguesa.

 

Não modernas as teorias que originaram estas leis mas, felizmente, também não corremos ainda os riscos das teses extremistas do fim da família, teorizado por Marx e Engels como um objectivo de luta. Marx escreveu que «a primeira divisão do trabalho é a de homem e mulher para a procriação de filhos». Engels cita-o e acrescenta que «a primeira oposição de classes que aparece na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo de homem e mulher no casamento singular e que a primeira opressão de classe coincide com a do sexo feminino pelo masculino» (in A Origem da Família, da Propriedade e do Estado, F. Engels.).

 

No seguimento desta teoria, nasceram as feministas radicais com a Kolontai e o ataque à família levado a cabo nos países comunistas que foi um dos maiores atentados aos direitos humanos nesses países. Na URSS, os pais não faziam férias com os filhos. Os filhos passavam férias nos Pioneiros, enquanto os pais seguiam para as férias nos sindicatos. Na China de Mao Tse-Tung, além de ser proibido pelo Estado ter mais que um filho e o aborto ser obrigatório, chegou-se ao ponto de proibir as cozinhas nas casas das famílias e de se ter de comer e cozinhar nos refeitórios comunitários. Refeitórios masculinos e femininos.

 

Com leis que dificultam cada vez mais ter filhos, com modelos dominantes desestruturantes da família, ainda há quem proteste por se fecharem escolas, creches, ATL, maternidades, jardins-escolas? Espantoso é que ainda haja quem seja feliz e acredite no futuro, olhando e vivendo filhos e netos.

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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010

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Entre as muitas coisas que existem em cima da minha secretária, há sempre uma rosa fresca…vermelha. Esta é a que está à minha frente.

 

 

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Terça-feira, 24 de Agosto de 2010

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Este é o meu actual livro de “mesinha de cabeceira”. É da jornalista Sofia Pinto Correia, especialista em temas de justiça e Direito, que acompanhou a maioria dos casos que relata. Um livro com histórias que parecem insólitas ou até surreais, mas todas elas verídicas. Muito actual.

 

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Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010

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Sopa seca. Aqui no jornal há sempre qualquer coisa saborosa. Hoje, o lanche da Elisabete, Cristiana e meu, foi sopa seca, um doce típico desta região.

 

 

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Sábado, 21 de Agosto de 2010

A ajuda do autarca

Ontem, reparei que todos os jornais locais do Vale do Sousa, à excepção do VERDADEIRO OLHAR, tinham páginas inteiras de publicidade à Agrival.

 

Embora a Câmara Municipal de Penafiel seja livre de fazer publicidade onde bem entender, tentei perceber o que levou aquela autarquia a não incluir o VERDADEIRO OLHAR na divulgação da Agrival. Quis perceber, por exemplo, se o problema estaria no facto do VERDADEIRO OLHAR ter 10 mil exemplares de tiragem. A Câmara pode muito bem entender que são exemplares a mais para divulgar o evento.

 

Dois telefonemas e chegou a resposta da Câmara Municipal de Penafiel: “Vocês não pediram publicidade”.

 

Espere lá: tinha que se pedir? Pedir publicidade ao vereador Adolfo Amílcar? Mas a publicidade que a Câmara Municipal de Penafiel faz é uma ajuda aos jornais locais?

 

Confesso que fiquei baralhado. Como foi possível eu acreditar que a Câmara fazia publicidade à Agrival para divulgar o evento? Sempre pensei que quem decide fazer publicidade utilizando dinheiros públicos o fizesse para obter retorno.

 

Pelos vistos, em Penafiel, a publicidade é para quem pede, é uma ajuda que Adolfo Amílcar dá aos jornais.

 

Quem estiver atento à publicidade feita pelos pelouros e empresa municipal que estão sobre orientação de Adolfo Amílcar, rapidamente perceberá que existe uma falta de visão comunicacional/informativa.

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Sexta-feira, 20 de Agosto de 2010

Um Estado insosso

Só num país como o nosso é que é possível o Estado regular a quantidade de sal no pão. Sim, só num país como o nosso, porque não há mais nenhum estado civilizado com uma lei destas. Não quero com isto dizer que menos sal no pão seja uma coisa errada. Só que em vez de limitar a liberdade dos cidadãos, o Estado deveria preocupar-se em rotular o pão para dar a conhecer a quantidade de sal. Assim, quem quiser pode escolher entre o pão dito normal ou o pão insosso. O Estado tem que respeitar a liberdade de escolha dos consumidores. Se os deputados querem comer pão sem sal, façam o favor. Na padaria do meu prédio há pelo menos uma dezena de variedades diferentes de pão. O que os deputados não podem é definir a quantidade sal da minha comida.

Há coisas que não compreendo: Porque é que o Estado se preocupa com o sal que o meu pão tem e não se preocupa com o sal das batatas fritas do McDonald’s? Parece-me que cada pacote daquelas batatas deve ter mais sal do que o pão que eu como durante um ano. Como é possível o Estado estar preocupado com o sal do pão, mas não se preocupar com a máquina de chocolates e refrigerantes que existe na escola do meu filho? E o bacalhau que vou comer no Natal, vou ter que o pôr de molho por altura do S. Martinho?

 

Estado paternalista. A cada dia que passa, aumenta a dimensão tutelar e paternalista do Estado: condiciona, controla, orienta, limita e pressiona as escolhas de cada um. Um Estado que, abusando intencionalmente, define que tipo de educação a dar aos nossos filhos, sem que possamos intervir; um Estado que quer saber porque é que um pai deu dinheiro a um filho; um Estado que regula os namoros e casa à força um casal que viva em união de facto há dois anos. O Estado é cada vez mais interventor e impede as pessoas de viverem livremente. Eu acredito numa sociedade onde os cidadãos são livres, autónomos e senhores do seu destino. Com regras, mas sem a tutela paternalista e autoritária.

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Terça-feira, 17 de Agosto de 2010

Partem caravelas

Este texto foi escrito por um amigo, o Paulo Geraldo. Por considerar oportuno, partilho-o aqui.

 

Há muito tempo – antes de que existisse a abundância de bens de consumo a que agora estamos habituados – a sabedoria popular considerava o nascimento de uma criança como o receber de um dom, de uma prenda sem preço.

 

As nossas avós repetiam isto, com aquele espanto sempre renovado perante o mistério da vida.

 

Agora, o nascimento de uma criança é frequentemente considerado como uma catástrofe. Deve ser evitado a todo o custo. Prefere-se mil vezes que nasça uma vaca a que nasça uma criança.

 

A vaca é útil.

 

Faz-se aquilo que for preciso para evitar um nascimento. Mesmo que seja a esterilização; mesmo que seja o aborto.

 

As crianças eram antes bem vindas, mas agora não são.

 

Que foi que perdemos entretanto? Como pudemos chegar a este ponto?

 

É verdade que nos tornámos materialistas. Tudo se tornou para nós num negócio. Todos os nossos pensamentos giram agora à volta de números: crédito, débito…mensalidades, multibanco…

 

Nasceram-nos calos nos dedos, de tanto contarmos dinheiro.

 

Mesmo as poucas crianças que deixamos nascer são fruto de umas quantas contas, feitas antecipadamente com todo o cuidado.

 

Não parecem ser resultado do amor. São filhas do cálculo.

 

E dizemos: “Agora ainda não; mais à frente se verá”. Fazemos contas. Fazemos sempre muitas contas.

 

Pesamos muito bem os prós e os contras. Quanto trabalho nos darão? Quanto tempo nos farão perder? Que bens teremos para lhe dar? E – temos de reconhecer que fazemos esta pergunta – que ganharemos com a vinda desse ser? Que trará ele à nossa vida?

 

O que aconteceu, porém, não foi apenas termo-nos tornado materialistas.

 

É que continuamos, cada vez mais, a falar dos direitos humanos. Trazemo-los na boca com uma facilidade que impressiona. Ora os direitos do homem começam pelo direito a nascer, evidentemente.

 

Quando, com a boca cheia, dizemos direitos humanos estamos a referir-nos apenas aos nossos próprios direitos. Ao nosso direito ao bem-estar, à comodidade e à satisfação dos nossos apetites.

 

Falamos de direitos humanos – nós os que contamos dinheiro e fazemos abortos – e, por isso, somos hipócritas.

 

Acrescentámos ao materialismo a hipocrisia.

 

Não sei como suportamos olhar-nos ao espelho.

 

Transformámo-nos em canalhas e não demos conta disso.

 

Uma criança é, antes de mais, um dom. O dom mais belo que uma mulher pode oferecer ao marido; o dom mais belo que um homem pode oferecer à sua mulher; o dom mais belo que uma família pode oferecer à sociedade.

 

É verdade que um filho que nasce não produz nada de material, e que não recebemos grande ajuda do Estado, e que teremos de gastar muito dinheiro com ele. Mas, ao mesmo tempo, um filho é um poderoso estímulo para os pais, que desejam oferecer-lhe um ambiente agradável, uma boa educação, roupa, férias.

É também um estímulo para os poderes públicos, que terão de se modernizar, de melhorar as infra-estruturas e o sistema educativo.

 

Mas se calhar não estamos dispostos a receber estímulos. Estamos muito bem assim como estamos. Temos a barriga cheia, aquecimento em casa e uma conta confortável no banco. Não estão a correr nada mal os nossos planos para em breve podermos comprar um novo carro, ou para, finalmente, fazermos aquelas férias com que sempre sonhámos.

 

Aventuras? Sim, ouvimos falar delas nos bancos da escola.

 

Que grandes homens eram esses nossos antepassados que atravessavam mares imensos naquelas frágeis caravelas! E que vidas cheias tinham!

 

Ter uma criança significa que aceitámos embarcar numa dessas caravelas que, através de mares desconhecidos e tormentas, tentaremos levar a um bom porto. E que não há caminho de regresso.

 

Mas hoje o nosso sonho não vai sequer até à beira-mar. O nosso olhar tem um horizonte que não ultrapassa o nosso umbigo; que não chega sequer lá, no caso de a barriguinha estar demasiado pejada de prazeres…

 

De cada vez que parte outro navio nós ficamos a olhar. Somos sempre daqueles que ficam na praia.

 

Terra firme! Terra firme! As mãos e os pés bem apoiados, não vá acontecer qualquer coisa…

 

De cada vez que parte outro navio sentimos – mas fazemos por esquecer isso depressa… – que há algo em nós que gostaria de ter partido também. São vestígios das loucuras da juventude, pensamos. E rapidamente fazemos por retornar ao “bom senso”…

 

É também isso: envelhecemos antes de tempo. Revestimos de cinza a alma que devia ter ainda as cores do sonho e do ousar.

 

E quando às vezes – talvez num passeio pelo parque ou na missa do Domingo – deparamos com uma família daquelas que têm muitos filhos, a mexerem-se agitadamente em brincadeiras e risos, calamos um não-sei-quê de inveja. Apressamo-nos a pensar coisas do estilo de “Estes pais são loucos… Nos tempos que correm…”.

 

O que nos acontece é que estamos a precisar de um pouco dessa “loucura” de ousar.

 

“E como seria depois?”, perguntamos prudentemente.

 

Depois… – sirvo-me de novo da sabedoria popular – cada filho que chega traz um pão debaixo do braço.

 

Paulo Geraldo

 

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Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010

Editorial de 13 de Agostos de 2010

Coerência. Jorge Magalhães está no seu último mandato à frente dos destinos do município de Lousada. Quando o terminar, Jorge Magalhães deixará no concelho muitas e boas marcas, sendo a coerência a principal de todas elas. Ao denunciar que o Governo do seu próprio partido deve a Lousada mais de meio milhão de euros, o autarca mostrou mais uma vez que teve – e tem – uma governação comprometida com o concelho e não comprometida com a agenda mediática do partido. Fez a denúncia da mesma forma que fez muitas outras: sem chicana política, de forma responsável e equilibrado nas palavras. Jorge Magalhães não é apenas o último dos “dinossauros”, é o último dos autarcas na verdadeira ascensão da palavra.

 

Pagamentos atrasados. Publicamos o Relatório de Primavera da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), referente às autarquias da região. O principal dado a reter deste relatório é o facto de nenhuma das câmaras cumprir o prazo legal de pagamento aos fornecedores. Embora a lei diga que esse prazo não pode exceder os dois meses, há câmaras, como é o caso de Penafiel, que demoram até 12 meses para pagar facturas a fornecedores. Se a lei é clara sobre este assunto, se o Governo promoveu programas especiais de regularização dívidas por parte da Administração Pública, porque é que as câmaras continuam a não pagar a tempo e horas?

 

Violência doméstica. Esta semana, noticiamos mais um crime de violência doméstica. É apenas mais um dos muitos que temos dado a conhecer. Provavelmente, haverá muitíssimos mais que não chegam ao conhecimento público. A sociedade e os governantes não têm dado muita importância a este tipo de crime que se transforma em crime de homicídio conjugal. É preciso uma estratégia clara no combate a este crime. Uma das medidas que ajudaria é a detenção fora de flagrante delito, para acautelar a denúncia da vítima e a afastar do agressor. Até lá, continuam a morrer muitas mulheres por ano vítimas deste crime.

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Sexta-feira, 06 de Agosto de 2010

Casados à força

Julgava eu que em Portugal quem quer casar casa, quem não quer casar não casa. Julgava eu que Portugal era um país livre, em que a vida privada dos cidadãos era escolha sua, que as relações amorosas apenas dizem respeito aos envolvidos e que as pessoas são livres de assumirem os compromissos pessoais que bem entenderem. Puro engano!

 

Antes de irem de férias, os deputados da Nação gastaram um dia de trabalho a discutir um diploma que impõe, automaticamente, àqueles que decidiram não casar um enquadramento jurídico idêntico aos que optaram por casar. Este diploma aplica as mesmas obrigações e direitos dos casados a todas as pessoas que vivam junto há mais de dois anos, sem opção de escolha.

 

Imagine um casal: A Joana e o João. Estudam na mesma faculdade longe de casa, namoram e resolvem viver juntos no mesmo apartamento. Passados dois anos e um dia, chegam à conclusão que o namoro não dá e decidem separar-se. A Joana fica no mesmo apartamento e o João foi partilhar o apartamento de uns colegas. O João foi à vida dele, mas a Joana não se livrou do João. Como o João, enquanto viveu lá em casa, comprou um computador portátil todo kitado e não o pagou, a Joana vai ter que arcar com metade da dívida. Mais: a Joana que tem a casa mobilada à custa de um part-time que faz num supermercado, como não guardou as facturas das compras, vai ter que dividir a mobília com o João. Tudo porque o João namorou e viveu no mesmo apartamento durante dois anos e um dia.

 

Perante isto, será lícito ao Estado presumir que o João e a Joana estavam casados? Ao estender os efeitos do casamento aos unidos de facto, o Estado está a impor-lhes um casamento à força. Se estas pessoas quisessem casar tinham casado. Hoje, namorar também é viver junto e não se pode agrilhoar ao casamento aqueles que só querem namorar.

 

Com esta nova modernidade, os namoros passam a ter um prazo de validade: um ano e 364 dias. Se tiverem a ousadia de chegar aos dois anos, o Estado casa-os à força.

alinhado por fcrocha às 10:19
Terça-feira, 03 de Agosto de 2010

É só aproveitar a oportunidade

Os Centros Novas Oportunidades nascem no Vale do Sousa como cogumelos: é na associação empresarial, na associação recreativa, na escola, no instituto de línguas, na fábrica, etc.

 

Ao contrário de Guterres, Sócrates nunca disse que a educação é uma paixão. O homem está noutra. Agora é novas oportunidades, oportunidades para todos.

Para dar novas oportunidades ao povo, o Governo lá arranjou uns exames fáceis. Tão fáceis que um amigo meu, a quem lhe foi dada uma nova oportunidade, falava daquilo com tanto entusiasmo que, por momentos, até pensei que ele estava a falar do do Futebol Clube do Porto, clube do qual é adepto fanático.

 

Esta facilidade toda tem uma razão de ser. Toda a gente sabe que as coisas não estão fáceis para o lado da educação e o primeiro-ministro rapidamente percebeu que a solução seria dar boas notas. Estava encontrado o remédio para o problema da educação. Os pais culpam, quase sempre, o estado ou os professores pelas más notas dos filhos, ainda mais que o ministério e os professores andam às turras.

 

Como o Governo não quer ver os progenitores aos gritos, a fecharem portões a cadeado e a dizerem ao primeiro-ministro aquilo que até agora só um professor foi capaz de lhe dizer, toca a facilitar o cursinho. É que estas manifestações dão cabo da popularidade do Governo. Por outro lado, como todos ficam com um cursinho, já ninguém quer saber se o curso do primeiro-ministro foi tirado numa universidade a sério ou numa daquelas que dão cursos aos domingos e feriados santos.

 

A solução para a educação é, portanto, fazer exames fáceis. O de português, que me mostrou o meu amigo, era tão fácil que poderia ter sido resolvido por um daqueles indianos que andam na rua a vender flores e só sabem dizer “qué frô?”.

 

Podemos não saber fazer nada, mas vamos ser todos doutores.

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