Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

Greves e desemprego

Greves I. Impingir uma greve dos transportes, neste momento crítico, é um acto de enorme leviandade. Convém elucidar que, em 2009, os trabalhadores da CP tiveram um aumento do poder de compra de 3,7%, os da Refer 5,36% (dados do Jornal de Negócios). Ou seja, quem dera a muitos trabalhadores do sector privado terem as mesmas condições. Se tivermos em conta que estas empresas empilham prejuízos e que se fossem privadas, provavelmente, já teriam falido, ainda se compreende menos a greve.


Greves II. Mas estes grevistas estão contra quem? Contra o patronato não deve ser, porque as empresas são públicas. Será que é contra o Governo? Se é, os sindicatos têm que assumir que a luta é política e não laboral. Contra o “grande capital” também não é, porque estas empresas estão falidas. Os sindicatos fazem falta? Fazem, mas não estes que estão politizados e lesam o país.


Desemprego? Onde? Na semana passada, anunciamos uma oferta de emprego para trabalhar no jornal. Recebemos 19 respostas. Das 19 respostas, seleccionamos oito para uma primeira entrevista de emprego. Dessas oito pessoas convidadas para a entrevista, apenas apareceram quatro. As demais nem se dignaram justificar a falta. Das quatro que entrevistamos, uma delas perguntou se a íamos “pôr na caixa”. Quando respondi afirmativamente, a pessoa disse que não aceitava o emprego…é que ainda tinha mais de um ano de subsídio de desemprego. Ou seja, dessas quatro, escolhemos apenas uma pessoa para uma segunda entrevista. Enquanto conversávamos sobre as condições de trabalho perguntou-me se tinha carro de serviço e se o podia levar para casa. Respondi que tinha carro para as deslocações ao serviço da empresa, mas não o podia levar para casa. Resposta do entrevistado: “Eu não venho trabalhar no meu carro”. Para a semana tenho mais algumas entrevistas de emprego, mas já temo que alguém me peça o ir buscar e levar a casa.

alinhado por fcrocha às 13:00
Terça-feira, 27 de Abril de 2010

A atitude de Rui Rio dignifica o norte

O Presidente da Câmara Municipal do Porto tem tratado da visita do Santo Padre Bento XVI à cidade do Porto da forma mais correcta: com respeito.

 

Na última revista “Porto Sempre”, a revista da Câmara Municipal do Porto, constatei com agrado o destaque e a qualidade da informação aí contida, relativa à visita de Sua Santidade o Papa Bento XVI.

 

De facto, a visita de Sua Santidade é um acontecimento único, de extrema relevância não só para todos os católicos mas também para todos os homens de boa vontade.

 

Ora, numa altura em que o Santo Padre é diabolicamente atacado em todo o mundo; em que, uma minoria, distorcendo a verdade, faz mais barulho que todos os outros, é reconfortante sentir que o Presidente da Câmara Municipal do Porto não se remete a uma gestão do politicamente correcto, mas se empenha em receber Sua Santidade com toda a dignidade e honra, própria das gentes do Norte.

 

Espero firmemente que Rui Rio se mantenha um político defensor de uma “democracia honesta”, respeitadora dos valores cristãos, que caracterizam Portugal e, assim, conseguir o objectivo de construir uma sociedade melhor.

 

A atitude do Presidente da Câmara Municipal do Porto dignifica também os nortenhos e os portugueses.

alinhado por fcrocha às 20:24
Sábado, 24 de Abril de 2010

Actor despedido por recusar cena de sexo

Há uns dias soube-se de uma notícia curiosa: A cadeia americana ABC despediu um actor porque este recusou-se a rodar uma cena de sexo. O actor é o americano Neal McDonough, 44 anos, estrela de filmes como "Star Trek: First Contact", "The Hitcher" e "Minority Report", assim como de séries televisivas como "Tin Man","Band of Brothers" e "Desperate Housewives".

 

Neal McDonough tinha começado a rodar uma nova série televisiva da ABC, “Scoundrels”, e negou interpretar uma cena de sexo explícito com a actriz Virginia Madsen. A cadeia televisiva despediu-o imediatamente.

 

A notícia, que passou despercebida na comunicação social portuguesa, tem alimentado um sem número de comentários em todo o mundo.

Na América, a comunicação social afirma que as razões que levaram McDonough a recusar a cena são o facto de este ser católico, casado e ter três filhos pequenos.

 

Na Internet, milhões de internautas de todo o mundo têm apoiado a decisão do actor. A julgar pelos comentários a esta notícia, deduz-se que a coerência continua a ser um valor em alta.

 

O actor, que actuou em consciência e por respeito à sua mulher e família, abdicou de muito dinheiro. Se tivesse rodado esta nova série, McDonough receberia um milhão de dólares.

 

Neal McDonough, para além de ser um bom actor, demonstrou que é um homem coerente e inteligente.

alinhado por fcrocha às 12:10
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Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

SCUT: Alguns utilizam, mas todos pagam

SCUT I. Esta semana, tivemos nove carros num buzinão e cinco presidentes de câmara numa conferência de imprensa, todos contra a introdução de portagens nas SCUT. Antes de mais, convém relembrar que o sistema SCUT foi introduzido em Portugal pelo então ministro socialista, João Cravinho. Na altura, o partido de quatro destes autarcas manifestou-se – e bem – contra este desastre económico e financeiro.

 

SCUT II. Quando foi inventado, o processo SCUT não teve a intenção de beneficiar as populações, nem tão pouco fazer progredir certas regiões do país. Cravinho avançou com as SCUT porque era a única forma do Governo erguer obra sem possuir os recursos financeiros necessários. Falar em “discriminação positiva”, foi a forma simpática que o Governo da altura teve para nos dizer que ia fazer umas estradas, mas não tinha dinheiro para as pagar.

 

SCUT III. As SCUT custam ao país os “olhos da cara”. No ano passado, o país pagou mais de 700 milhões de euros pelas SCUT. Este, ano o preço aumenta e assim sucessivamente durante 30 anos. Só entre 2011 e 2015, o Estado terá que pagar pelas SCUT mais 155 milhões de contos (escrevi contos, para perceber bem a dimensão) do que se fosse uma auto-estrada convencional.

 

SCUT IV. Eu percebo alguns dos argumentos dos autarcas da região quando afirmam que, de acordo com os critérios definidos pelo Governo, as SCUT que atravessam o Vale do Sousa deveriam continuar sem portagens. Mas acredito que prestariam um serviço maior à região e ao país se estivessem juntos a reivindicar o fim de todas as SCUT.

 

SCUT V. O autarca da Capital do Móvel mostrou-se indignado porque as estradas alternativas no seu concelho são municipais. São, mas recebe dinheiro do Governo para a sua manutenção. Para além disso, a SCUT não acabou com nenhuma das estradas que existia anteriormente. O de Paredes, pelo mesmo princípio, devia manifestar-se contra as portagens na A4. Porque é que os utilizadores da A4 pagam e os da A41 não devem pagar? Defendo o princípio do utilizador-pagador. Quem utiliza a auto-estrada paga. Nada mais justo.

alinhado por fcrocha às 12:45
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Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

Convite

Decidi partilhar com os leitores este texto do Pe. Pedro Quintela porque o considero oportuno e sábio. É incomodativo para muitos, mas esclarecedor para muitos mais. Vale a pena ler.

 

Convite

 

Já lhe conhecia a voz dos seus tempos da TSF. Agora, sempre que oiço no carro a Antena 2, com o desejo, sem mais, de ouvir música clássica, sai-me sempre ao caminho essa mesma voz, facilmente reconhecível pela contínua ambição de debitar opinião sobre tudo. E se lhe falta o génio dos mestres transborda-lhe na voz o sentido doutrinário/sanguinário própria dos reaccionários de esquerda: propaganda dos seus, obnubilamento dos outros (para quando musica de Arvo Part, Penderecki, Gorecki?, porquê o apagamento da biografia dos compositores das suas convicções religiosas, dos antigos a Stravinsky e Falla?), referências continuamente venenosas e ácidas no que se refere à Igreja Católica.

 

Hoje excedeu-se. Sobre um cónego do Porto, músico afamado neste país pequeno, tratou de dizer logo, com todas as letras, que é suspeito de pedofilia. E pronto, está lançado o anátema. Sem sequer o caso estar a ser julgado em tribunal, eis que o juiz da Antena 2 lançou o seu veredicto.

 

Daí o meu convite. Não a que se eleve à altura das coisas do espírito, que só são belas, perduravelmente belas, se o são no espírito de verdade. Não apenas a que refira, ou convide os seus correligionários a referir, com igual gosto e languidez os nomes de toda a rapaziada envolvida no processo da Casa Pia, oficiais do estado e outros. Mas parece-me que seria saudável, no entanto, para sabermos com que linhas nos cosemos, que se referisse às dificuldades de Eugénio de Andrade, nome maior da sensibilidade pederasta da nossa terra, ou de Lagoa Henriques – esse da estátua do Pessoa no Chiado - que se divertia com os seus modelos meninos, ou ainda uma palavrinha sobre o João César Monteiro e o seu documentário sobre a Sophia, e o modo obcecado como filma a criança sua filha (à venda na FNAC!) ou à literatura pedófila do Partido Radical Italiano, inspirador dos rapazes do Bloco. Que cite, ainda, Daniel Cohn-Bendit, avatar da cultura libertária de 68, inimigo vencedor do perigoso católico Rocco Buttiglionne na primeira equipa de Barroso (lembram-se?), dinossauro do actual parlamento europeu, e os seus elogios das suas próprias praticas pedófilas. Ou então, se quiser ser mais cosmopolita, ele que nos fale dos passeios de Roland Barthes, esse do Estruturalismo e da Semiótica pela África sariana em turismo sexual avant la lettre, ou das aventuras de Paul Bowles na Tanger da sua depravação, mais a Beat Generation sua convidada para o calor marroquino. Que desenvolva os tópicos do Michel Foucault justificando a libertação de todas as censuras sexuais burguesas, e que nos fale ainda do Gide mentor de toda a cultura pedófila e, indo um pouquinho mais atrás, que nos refira o barão von Gloeden e as suas celebres fotografias dos garotos da Itália pobre e, de novo, do Norte África apaixonante para essa gente obcecada por meninos. Gostaria também de ouvir duas palavras sobre o Presidente pedófilo Teixeira Gomes, nos 150 anos do seu nascimento, esse que também escolheu para terminar os seus dias a Argélia. E que não se julgue que são coisas perdidas no tempo. O poeta candidato a Belém escolheu para anunciar a sua candidatura a cidade de Portimão, num misto de homenagem ao Presidente escritor e à ética republicana. E pronto, se quiser ser generoso agradeceria, ainda, que nos descobrisse um pouco do mundo das artes nos dias que correm, e basta ficar por Lisboa. Ele que nos fale da gente da musica, do teatro, do cinema, e por aí fora, desses que são livres dos preconceitos cristãos.

 

E já agora, se quer falar dos padres pedófilos, que não se esqueça de referir que o estudo americano sobre estas misérias, o único até agora de natureza científica, aponta que 90% desses famigerados é homossexual. Sim, desse género de gente que não se deve discriminar, segundo as mais recentes conquistas da legislação portuguesa.

 

Poderá soar-lhe a ‘chinês’ mas, ainda assim, seria bom que ele dissesse que esses padres são gente muito longe do hábito de ir regular e fielmente ao confessionário, que não são devotos do terço, que desprezam a via sacra e a vida dos santos, que detestam e levantam a voz contra o Papa, contra o Papa do dia, e que embora um Papa suceda ao outro não sucede eles amarem o magistério e a sua doutrina. Que é gente, ainda, sem devoção à Virgem Maria e que sofrem muito por causa da proibição da ordenação das mulheres. Que tendem a considerar o celibato uma imposição antiquada e que são muito tolerantes no que se refere ao aborto. E que, se por vezes, essa gente perversa e perdida vive na Igreja, em versão reaccionária, também lhe são reconhecíveis os tiques: ritualismo extremo (=narcisismo pedante), falta de compromisso com os pobres e a missão, acusação contínua à hierarquia de ceder, eles cuja rigidez exterior revela um mundo pulsional febril. Finalmente, seria curioso que se pronunciasse sobre o facto de a pedofilia ser escandalosa ‘apenas’ no mundo cristão, na tradição cristã. Que se arrisque a fazer um prognostico sobre o que irá suceder daqui a cinquenta anos, nesta estrada estonteante que caminha de causa fracturante em causa fracturante…

 

E pronto, por aqui ficam estas ideias soltas, sugestões escritas apressadamente, ao correr da pena, com um lamurio final: pobre de Cristo, como sempre e uma vez mais humilhado e ofendido nas traições/perversões dos seus. Gente ‘velha’ esta, tão velha como o golpe nocturno do primeiro discípulo sacerdote perverso. Pobre do vigário de Cristo, cujo coração tem de ser do tamanho católico da misericórdia de Cristo, ou o Senhor não lhe pediria tanto! Pobres de Cristo, os humilhados e ofendidos que só o poder do mesmo Senhor poderá ressuscitar de tamanha ferida. Pobres, ainda, esses pobres de Cristo – os cristãos simplesmente cristãos - que levam sobre o seu coração a dor atroz de tudo isto mas que não puderam jamais ceder aos gritos da multidão, como habitualmente aviltada e acovardada.

Pedro Quintela

alinhado por fcrocha às 10:10
Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

Há mais de um ano sem carro de desencarceramento

Bombeiros de Lousada I. No sábado passado, foi eleita uma nova direcção que vai comandar os destinos desta associação humanitária nos próximos três anos. O presidente da direcção, José António Oliveira, escolheu como primeira meta do seu mandato a aquisição de um carro de desencarceramento. Para quem não se lembra, já informamos, com direito a primeira página, que os Bombeiros de Lousada não têm nenhum veículo deste tipo. Sempre que acontece um acidente de viação grave em que é necessária a intervenção de um carro de desencarceramento, os bombeiros têm que socorrer-se das corporações vizinhas. Assistir imediatamente ou esperar meia hora pela vinda de auxílio de outra corporação, pode ser a diferença entre sobreviver ou morrer.

 

Bombeiros de Lousada II. No seu discurso de tomada de posse, José António Oliveira disse que “a população foi generosa” durante o peditório realizado pelos bombeiros, conseguindo obter “verbas significativas” que não chegam para adquirir o carro de desencarceramento, mas que já dão para fazer um leasing e avançar com a compra. Lousada é um concelho servido por algumas estradas onde se circula a grande velocidade e onde há habitualmente acidentes. Não lhe parece estranho que no mesmo país existam, de um lado, bombeiros a fazer peditórios para conseguirem um bem necessário a toda a população e, do outro lado, administradores públicos acusados de corrupção a receberem indemnizações que davam para comprar vários carros de desencarceramento? Parece-lhe correcto?

 

Folia. O Festival de Artes do Espectáculo de Lousada comemora nesta edição dez anos de existência. Por isso, de 24 de Abril a 8 de Maio, passarão pelo Auditório Municipal de Lousada diversos espectáculos dirigidos a diversos públicos, com actores de reputação nacional, como é o caso de José Pedro Gomes. A cada ano que passa, o Folia tem ganho em qualidade e em público, espelhando a aposta na cultura que o município faz há alguns anos.

alinhado por fcrocha às 13:05
Terça-feira, 13 de Abril de 2010

A pedofilia e a Igreja (entrevista do Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada ao Expresso)

A seguir, pode ler uma entrevista que o Padre Gonçalo Portocarrero de Almada concedeu ao Expresso, tendo respondido por e-mail às perguntas que lhe foram feitas.
 
A entrevista não foi usada na peça que o Expresso escreveu sobre o tema da pedofilia e a Igreja, sem que o Padre Gonçalo tenha recebido qualquer explicação ou sequer agradecimento pelo incómodo.
 
Como me parece que é de utilidade para todos com autorização do autor, divulgo-a hoje, agradecendo desde já ao Padre Gonçalo a clareza com que trata o assunto.
  

 
1. Qual a sua opinião sobre o fenómeno da pedofilia na Igreja Católica?
 
Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada: Como é evidente, não posso deixar de lamentar todos os crimes de abusos de menores. Não só lamento sinceramente todos os casos de pedofilia como espero que as entidades civis e eclesiais competentes tomem as medidas adequadas para a total erradicação deste fenómeno na sociedade e na Igreja.
 
Não ignoro, contudo, que a esmagadora maioria destes casos ocorre no seio das famílias, sobretudo das mais disfuncionais, e das instituições do Estado, como o triste caso Casa Pia demonstrou, e não nas instituições da Igreja que, embora também vulneráveis, são, por regra, exemplares no seu desinteressado e muitas vezes heróico serviço aos mais necessitados.
 
2. Como explica o facto deste fenómeno ter assolado a Igreja Católica?
 
Pe. GPA: Há um manifesto exagero na afirmação de que este fenómeno tem «assolado a Igreja». Temo que o sensacionalismo criado à volta destes casos e o modo como a Igreja Católica tem sido a eles associada por certa imprensa não seja de todo inocente.
 
3. Quer exemplificar?
 
Pe. GPA: Com certeza. Segundo Massimo Introvigne, que cita um estudo de 2004 do John Jay College of Criminal Justice, foram 958 os padres acusados de pedofilia nos Estados Unidos, num período de 42 anos, tendo resultado a condenação de 54, aproximadamente um por ano. Se se tiver em conta que nesse mesmo lapso de tempo foram condenados pelo crime de pedofilia 6.000 professores de ginástica e treinadores desportivos, é necessário concluir que o principal alvo desta campanha mediática não é a pedofilia, que é apenas um pretexto, mas a Igreja e, mais especificamente, o Papa e o sacerdócio católico.
 
Com efeito, é significativo que, citando Jerkins, a maior parte dos casos de abusos de menores protagonizados nos Estados Unidos por clérigos tenham sido perpetrados por pastores protestantes e não por padres católicos e, no entanto, contrariando a mais elementar justiça e objectividade, são apenas estes últimos, em termos mediáticos, os bodes expiatórios...
 
4. Entende então que se trata de uma perseguição contra a Igreja Católica?
 
Pe. GPA: Certamente. Qualquer pessoa de bem, mesmo não sendo católica, vê com preocupação esta crescente onda de intolerância laicista, porque sabe que, hostilizada a Igreja Católica ou neutralizada a sua acção social, quem fica a perder é a família, porque nem o Estado nem nenhuma outra instituição é capaz de assegurar o serviço que a Igreja Católica presta às famílias portuguesas, sobretudo às mais carenciadas.
 
5. A Igreja portuguesa está a investigar com a necessária diligência as suspeitas sobre padres pedófilos?
 
Pe. GPA: Muito embora a hierarquia eclesiástica não possa, nem deva, ignorar as suspeitas de padres pedófilos, não só não é sua principal missão investigar estes casos como também não conta com estruturas adequadas para uma tal missão.
 
Mais do que a lógica da suspeita e da delação, tão ao gosto dos novos fariseus, a Igreja há dois mil anos que se rege pela lógica da confiança e do perdão, seguindo o exemplo do seu Mestre que, embora provocando a indignação dos hipócritas, desculpou a adúltera, como também perdoou a tripla traição de Pedro. Mais do que poder ou tribunal, a Igreja é comunhão e família e, por isso, alegra-se e sofre com todas as glórias e misérias dos seus filhos.
 
A Igreja, que é santa na sua origem e nos seus fins, é pecadora nos seus membros militantes que, contudo, não enjeita, se neles reconhece um autêntico propósito de conversão.
 
6. Quer com isso dizer que a Igreja condescende com a pedofilia do seu clero?
 
Pe. GPA: De modo nenhum, pois a Igreja não condescende nunca com a prevaricação de quantos, investidos na especialíssima responsabilidade do ministério sacerdotal, desonram essa sua condição.
 
Possivelmente, a condenação mais severa de todo o Evangelho é a que Cristo dirige precisamente aos pedófilos e a quantos são motivo de escândalo para os mais novos. Esse ensinamento evangélico, como todos os outros, não é letra morta na doutrina, nem na praxe eclesial.
 
7. Pode dar alguns exemplos de documentos da Igreja sobre esta questão?
 
Pe. GPA: Sem a pretensão de ser exaustivo, permita-me que, a este propósito, recorde alguns dos mais recentes documentos da Santa Sé sobre este particular:
 
- a instrução Crimen sollicitacionis, de 1922 e que, em 1962, o Beato João XXIII reafirmou e na qual se esclarece a obrigação moral de denunciar estes casos;
 
- o Código de Direito Canónico, que reafirma a excomunhão automática, ou seja, a imediata expulsão da Igreja, do confessor que alicia o penitente, qualquer que seja a sua idade ou género, para um acto de natureza sexual;
 
- o Catecismo da Igreja Católica, que renova a condenação da pedofilia;
 
- e o documento De delictis gravioribus, de 2001, que regulamenta o Motu Proprio Sacramentum Sanctitatis tutela, do Papa João Paulo II que, para evitar qualquer local encobrimento destes delitos, atribui a necessária competência à Congregação para a Doutrina da Fé, então presidida pelo actual Papa.
 
8. Não obstante esta condenação formal da pedofilia, não é verdade que tem faltado vontade política de aplicar as correspondentes sanções?
 
Pe. GPA: À hierarquia da Igreja não tem faltado a firmeza necessária para punir os eclesiásticos que incorreram em actos desta natureza. Foi o que aconteceu a um cardeal arcebispo de uma capital centro-europeia, que foi recluído num convento e proibido de qualquer acto público. Foi também o caso do fundador de uma prestigiada instituição religiosa, que foi também suspenso do ministério pastoral, demitido das suas funções de governo na estrutura eclesial por ele fundada, que foi sujeita a inspecção canónica, e obrigado a residir em regime de quase-detenção numa casa religiosa.
 
9. E se se vier a verificar algum caso no clero português?
 
Pe. GPA: Como se sabe, graças a Deus não há memória de nenhum sacerdote português, diocesano ou religioso, que tenha sido alguma vez condenado por um crime desta natureza. Se porventura se desse também entre nós algum caso, não tenho dúvidas de que o nosso episcopado, de acordo com as normas a que está obrigado, saberia agir com justiça e caridade.
 
10. Concorda com as críticas veladas de vários sectores da sociedade que acusam a Igreja de pouco fazer para garantir a total transparência destes processos? A maioria dos casos suspeitos é, regra geral, arquivado pelo Ministério Público. Segundo algumas fontes policiais, «as vítimas retraem-se mais tarde, devido ao ascendente dos alegados agressores».


Pe. GPA: Dada a minha sensibilidade cristã e formação jurídica, causa-me algum desconforto o uso e abuso de expressões tão vagas e perigosas como «críticas veladas», «casos suspeitos», «alegados agressores», porque tendem a criar uma suspeição generalizada. Há um princípio geral de inocência que não pode ser contrariado: um político, um professor, um padre ou um desempregado que seja burlão não faz da sua mesma condição todos os políticos, professores, padres ou desempregados. Se um violador que é engenheiro, como o recentemente detido, não infama todos os engenheiros, nem suscita uma caça aos engenheiros violadores, porque razão um padre pedófilo, se o houver, provoca esta tão desmedida reacção nos meios de comunicação social?!
 
11. Pode-se dizer que a associação entre pedofilia e sacerdócio católico não é arbitrária, na medida em que é entre os padres que tendem a verificar-se delitos desta natureza?
 
Pe. GPA: Não, porque uma tal pressuposição carece de fundamento, como as estatísticas mais recentes provam. Por exemplo, na Alemanha, segundo Andrea Tornielli foram notificados, desde 1995, 210.000 casos de delitos contra menores, mas apenas 94 desses casos diziam respeito a eclesiásticos, ou seja, um para cada dois mil envolvia algum sacerdote ou religioso católico. O inquérito Ryan, sobre a situação na Irlanda, é também esclarecedor porque, num universo de 1090 crimes cometidos contra menores em instituições educativas, os religiosos católicos acusados de abusos sexuais foram 23.
 
12. Talvez alguém entenda que, muito embora haja também pedófilos que não são padres, o crime para que mais tendem os sacerdotes católicos é o abuso de menores.
 
Pe. GPA: Também não é verdade porque, de acordo com Mons. Scicluna, perito da Congregação para a Doutrina da Fé, que é o organismo da Santa Sé que superintende estes casos, entre os anos 2001 e 2010, houve notícia de 300 casos de pedofilia num total de 400.000 padres. Além disso, os abusos de menores são apenas 10% de todas as acções criminais praticadas por sacerdotes católicos.
 
13. Mas do ponto de vista da psiquiatria, tudo leva a crer que o celibato sacerdotal é, em boa parte, responsável pelos abusos de menores realizados pelo clero católico…
 
Pe. GPA: Pelo contrário. Manfred Lutz, um psiquiatra especialista na matéria, afirmou que o celibato sacerdotal não só não incita à prática destes crimes como até favorece uma atitude de respeito e de ajuda aos menores. Esta conclusão científica prova-se também pelo facto de, entre os clérigos condenados por este crime, haver mais pastores protestantes, casados, do que sacerdotes católicos, celibatários, e ainda porque a grande maioria dos pedófilos são casados o que, obviamente, não pode ser usado contra o casamento.
 
14. Consta na opinião pública que a maioria dos casos suspeitos de padres pedófilos, não é objecto de investigação, nem de posterior procedimento criminal…
 
Pe. GPA: Se assim é, de facto, não é certamente por culpa da Igreja, que nada tem a ver com as investigações policiais, nem muito menos com as diligências judiciais.
 
Embora se tenda a crer que a Igreja e o seu clero gozam de um tratamento de excelência na sociedade portuguesa, a verdade é que não deve haver instituição pública nem classe profissional mais maltratada nos media do que a Igreja Católica e os seus sacerdotes.
 
15. Porque o diz?
 
Pe. GPA: Permita-me que lhe dê um exemplo. Há uns meses atrás, um pacato pároco português foi detido com enorme aparato por quatro ou cinco polícias trajados a rigor, como se o pobre padre de aldeia fosse um perigoso terrorista, quando na realidade era apenas um mero caçador que tinha por licenciar algumas armas. À notícia, transmitida nos noticiários televisivos, foi dado um aparato que, de não ser dramático, teria sido ridículo, até porque aquele pacífico sexagenário não representava nenhum perigo público. Não foi com certeza por acaso que se forjou toda aquela fantástica encenação, como também não foi por acaso que se convidaram as televisões…
 
Mas factos ocorridos há dezenas de anos numa instituição pública, como a Casa Pia, e de que foram vítimas dezenas de adolescentes, ainda não conhecem uma decisão judicial… Será isto justiça?!
 
16. Mas não acha que o incumprimento de uma obrigação por um padre é um escândalo?
 
Pe. GPA: É verdade que é exigível aos prestadores de serviços públicos uma especial responsabilidade: é razoável que o incumprimento de uma obrigação fiscal por parte um governante seja notícia, mas já o não seja se o prevaricador for um anónimo cidadão. Mas o escândalo não pode ser utilizado como arma de arremesso ideológica, sob pena de que aconteça aos padres católicos de agora o que aconteceu aos judeus alemães, durante o regime nazi.
 
17. Surpreendem-no estes casos de padres pedófilos?
 
Pe. GPA: Nenhum pecado é surpresa para nenhum padre e todos os padres sabemos que somos capazes de todos os erros e de todos os horrores. Não é por acaso que, na Semana Santa, a Igreja recorda o tristíssimo caso de Judas Iscariotes, que muito significativamente os evangelistas não silenciaram, quando poderiam tê-lo feito, a bem do prestígio da sua condição sacerdotal e do bom nome da Igreja. Graças a Deus conheço muitos padres, quer seculares como eu, quer religiosos, e confesso-lhe que não conheço nenhum que não mereça a minha admiração.
 
18. Tem ouvido, mesmo que rumores, de casos de pedofilia por parte de alguns padres? Ou é uma completa surpresa para si a existência deste tipo de casos, que acabam por manchar o nome da instituição secular?
 
Pe. GPA: Tenho uma enorme devoção por todos os meus irmãos sacerdotes, na certeza de que até no menos bom há, pelo menos, a grandeza do dom e da missão a que foi chamado. Também não ignoro que nenhum de nós, por mais qualidades que possa ter, é indigno dessa graça, pelo que nunca me surpreenderá encontrar nos outros alguma da miséria que diariamente descubro em mim. Mas, mesmo que essa constatação possa de algum modo perturbar-me, confesso-lhe que mais do que a traição de Judas, me admira a santidade e o martírio dos outros onze apóstolos. Talvez por isso, não tenho tempo para ouvir esses rumores de que fala, ou tempo para olhar para essas manchas a que alude e que não ignoro, porque prefiro contemplar a eterna beleza da Igreja, que procuro amar com todo o meu coração.
 
19. Já denunciou algum caso às autoridades eclesiásticas?
 
Pe. GPA: Denunciar é um termo que não faz parte do meu dicionário e, como padre, a minha missão não é acusar o culpado, mas perdoar o arrependido.
 
20. Já teve alguma suspeita de abusos por parte de algum colega seu?
 
Pe. GPA: Como não é meu hábito falar das vidas alheias, permita-me que, em vez de falar dos meus colegas, lhe diga o que eu desejaria que me acontecesse se caísse numa dessas situações, até porque é isso mesmo que desejo aos meus irmãos sacerdotes.
 
Se tivesse um dia a desgraça de incorrer nalgum comportamento menos próprio da minha condição sacerdotal, agradeceria que os meus irmãos na fé, padres ou não, tivessem a coragem de me fazerem a correcção fraterna, tal como Nosso Senhor determinou. Se o meu desvario persistisse, não obstante essa caridosa advertência, aceitaria de muito bom grado que o meu bispo utilizasse todos os meios ao seu dispor, sem excluir os civis e penais, para a minha emenda, na certeza de que essa expiação, embora dolorosa, contribuiria decerto para o bem das almas e para a minha salvação.

alinhado por fcrocha às 10:01
Domingo, 11 de Abril de 2010

A sequela de “Instinto Fatal” que escandaliza Sharon Stone

Joe Eszterhas escreveu o guião de “Instinto Fatal””, um thriller erótico de enorme sucesso nos anos noventa. Dirigido por Paul Verhoeven, “Instinto Fatal” catapultou para a fama a actriz Sharon Stone e impulsionou o apoio ao género .

 
Além deste filme, José Eszterhas escreveu “Showgirls”, “Jagged Edge” e outros filmes que o transformaram no “rei do sexo e da violência na América”, segundo a revista TIME.

  
Mas o melhor de um bom thriller é o fim. E o mais surpreendente na trajectória de Eszterhas é a volta que deu à sua vida. Descobriu que aquela mudança escandalizou Sharon Stone.

  
É possível escandalizar a Sharon Stone? Veja o vídeo.

 

Fonte: http://gudnius.com

 

 

alinhado por fcrocha às 12:53
Sexta-feira, 09 de Abril de 2010

Para quem já passou dos 30

Este vídeo da Coca-Cola recorda-nos como éramos e como vivíamos há 30 anos, os da geração anterior, onde me incluo.

 
Éramos jovens despreocupados, não tínhamos, nem muita nem pouco, protecção nem meios como têm agora os nossos filhos. Ainda sou da geração dos que andavam de bicicleta sem capacete, joelheiras e cotoveleiras. Sou daqueles que cada vez que dava um “malho”, sacudia a terra, passa agua na ferida e toca a pedalar de novo.


A geração anterior conformava-se com muito pouco, divertíamo-nos com coisas tão simples e sem qualquer tecnologia.

 
Não sei se éramos melhores jovens que os de agora, mas gostava que os jovens de agora pudessem dizer o que dizíamos então: “somos gente com uma imensa capacidade para ser feliz”.

 

alinhado por fcrocha às 11:57
Quarta-feira, 07 de Abril de 2010

A grande batalha de Bento XVI para combater os abusos sexuais.

O vaticanista Jonh Allen é um dos biógrafos mais documentados de Bento XVI. Por isso, escreveu no New Yotk Times que quem está ao corrente da resposta do Vaticano aos abusos sexuais, sabe que Bento XVI não é parte do problema, mas sim uma parte importante da solução.

 

Num vídeo com pouco mais de dois minutos, ficará a conhecer parte do trabalho de Bento XVI no combate aos abusos sexuais, as medidas que implementou e as criticas que recebeu, dentro da própria Igreja, pelo seu empenho neste assunto.

 

Bento XVI foi o primeiro Papa a reunir-se com as vítimas de abusos sexuais.

 

alinhado por fcrocha às 12:42
Segunda-feira, 05 de Abril de 2010

A coragem de Bento XVI

Encontro-me entre aqueles que admiram muito e gostam do  actual Papa, Bento XVI. No que escreve, no que diz, nos seus gestos encontramos sempre um intelectual, uma resposta culta, uma busca do racional num homem profundamente crente e sobretudo vemo-lo entrar certeiro nas grandes questões ideológicas que atravessam um mundo global. Nunca é um Papa acomodado à varanda de São Pedro olhando apenas os que vão ao seu encontro. Bento XVI é inquieto, tem a inquietude do grande teólogo, do homem culto que sabe que a Igreja católica precisa de estar virada para as questões que atravessam as sociedades cultas, e não pode divorciar-se das elites europeias e norte-americanas.
 
Bento XVI ao longo da sua vida nunca se furtou a polémicas, a debates, ao confronto,   enquanto  teólogo,  enquanto académico, e agora como Papa não podia mudar. Logo no início do seu papado tornou claro que a igreja é universal, mas que a grande necessidade de evangelizar estava nos dias de hoje nas sociedades mais intelectualmente desenvolvidas (na Europa e nos Estados Unidos) sob pena de continuar a afastar-se das elites e se acantonar , o que não seria pouco, nos pobres e no socorro da miséria de vida do mundo subdesenvolvido.
 
Fê-lo ao longo da vida e continua a fazê-lo hoje. Nenhum dos seus escritos que eu tenha lido são fáceis de ler e se tornam no panfleto de propaganda da fé. Foi sempre assim. Desde o seu primeiro livro “Introdução ao Cristianismo”enquanto jovem teólogo, passando pelo Catecismo da Igreja Católica de que foi um dos redactores principais, até ao seu livro Jesus de Nazaré, nunca se encontra uma linha ou palavra que simplifique a leitura e facilite a vida de quem lê.
 
Corajoso, racional, didáctico, filosofo, crente profundo na tradição do melhor que a Alemanha sempre produziu, transmite a sensação de que não quer ver a sua Igreja  acantonada às paredes do templo. É uma linha inquieta, perturbadora, muitas vezes surpreendente, que leva a que nestes cinco anos não deixe de ser notícia. Foi assim em Ratisbona, no seu célebre discurso Universitário, ou em Paris quando falou aos académicos, foi assim no debate de fé e razão, foi assim no que escreveu e proporcionou que se escreve-se a propósito de evolucionismo e criacionismo, ou na Encíclica a "Caridade na Verdade” em que actualiza a Doutrina Social da Igreja ao Sec. XXI, à globalização.
 
Assim se entende que um Papa como Bento XVI não possa deixar de enfrentar com a mesma coragem e lucidez, problemas que se arrastam tristemente na sua casa, na Igreja católica. Sou dos que consideram a pedofilia um crime hediondo contra crianças indefesas. Um crime sem perdão, sem desculpa. Horroriza-me a tese de que a pedofilia seja uma doença e que os pedófilos sejam assim encarados como doentes. Doentes são gente sem culpa e sem liberdade. Só a culpa torna as pessoas livres. Só há pecado, se eu for livre de pecar. Um doente não é livre. Horrorizou-me sempre a ideia de que um rico quando rouba é um cleptómano e um pobre é um ladrão… Não tenho nenhuma condescendência para quem destrua a vida de uma criança servindo-se do seu poder de professor, de padre, ou de pai.
 
Bento XVI, como sempre fez na sua vida não podia deixar que pairassem sobre a igreja casos de criminosos que varridos para debaixo da carpete deixavam pairar a suspeição sobre todos. Nada há pior para minar uma instituição do que a generalização da insinuação , da suspeição. Em Boston ou na Irlanda não podem pairar sobre a Igreja católica dúvidas, nem desculpas, nem insinuações que se colam a todos, pela falta de coragem de agir. Não podem os criminosos ficar debaixo dos tapetes e as vítimas silenciadas pelo tempo que não apaga um crime destes. É isso que o Papa corajosamente tem dito, escrito e feito .
 
Independentemente do número, Ratzinger não podia deixar de encarar esta questão, nem que tivesse apenas a dimensão de uma paróquia, sob pena de permitir que  continuassem a minar a credibilidade da Igreja e a suspeição sobre todo aquele que veste uma batina. Para já não falar no perigo de deixar quebrar a confiança dos pais  que  levam os seus filhos à catequese ou os matriculam nos colégios católicos que em todo o mundo têm marca de competência e qualidade. Foi isso que escreveu em palavras certeiras e precisas aos católicos irlandeses.
 
Zita Seabra
Fonte: Jornal de Notícias, 04.04.10

alinhado por fcrocha às 10:53
Sexta-feira, 02 de Abril de 2010

Uma nova geração de políticos

Quase todas as semanas, assistimos a um qualquer escândalo político. São muitos e variados os casos dos políticos que não desempenham as suas funções de serviço público com rectidão.

 

Se nos governos os casos são muitos, nas autarquias “são mato”. Acredito até que, mesmo não sendo tão mediáticos, é nas autarquias que está a maior fatia do problema do país.

 

Aproveitando a Lei que limita os mandatos dos autarcas, é necessário começar a formar uma nova geração de políticos. Políticos católicos. Pessoas disponíveis a levar a sua consciência católica para o espaço público.

 

A Igreja tem afirmado que, embora a “laicidade seja um valor adquirido e reconhecido pela Igreja, não deve gerar confusão entre autonomia da esfera politica com a recusa do ensinamento moral da Igreja”, numa forma de “laicismo intolerante”.

 

“É necessária uma nova geração de políticos católicos, coerentes com a fé e servidores do bem comum”, afirmou o Bento XVI. Perante os participantes do Pontifício Conselho para os Leigos, o Papa descreveu como deve ser esta nova geração de políticos católicos: “Coerentes com a fé professada, moralmente rigorosos, capazes de um juízo cultural, competentes profissionalmente e apaixonados pelo serviço em prol do bem comum”.

 

  A vida democrática tem necessidade de princípios éticos que não são negociáveis. A vida democrática precisa de uma nova geração de católicos mais envolvidos na vida política.

 

 

 

alinhado por fcrocha às 14:36
Quinta-feira, 01 de Abril de 2010

Conhece o Papa Bento XVI?

Os participantes do UNIV 2010 produziram este vídeo que, de forma divertida e em apenas cinco minutos, nos mostra um pouco mais da vida do Santo Padre.

 
O UNIV é um encontro universitário que o ICU organiza desde 1968. Cada ano, milhares de estudantes universitários passam a Semana Santa em Roma, e assim têm a oportunidade de conhecer a riqueza cultural, histórica e espiritual desta cidade. Durante a semana, são organizados encontros culturais, congressos, conferências, exposições e concertos que oferecem aos participantes a ocasião de aprofundar nas temáticas específicas do mundo universitário, com uma particular atenção ao espírito de serviço aos mais necessitados.

 

Os primeiros encontros UNIV foram organizados graças ao impulso e à iniciativa de São Josemaría, fundador do Opus Dei: dezenas de milhares de estudantes e professores universitários, durante quatro décadas, puderam ampliar seus próprios horizontes culturais no clima universal do centro da Cristandade, graças às audiências especiais concedidas por Pablo VI, João Paulo II e Bento XVI aos participantes do UNIV.

 

 

 

alinhado por fcrocha às 18:03

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