Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

Sucatas

Autocarros velhos I. Portugal tem a frota de autocarros com a média de idades mais velha da Europa: 17 anos. Na nossa região, assistimos diariamente à circulação de autocarros velhos, muitos deles com mais de 20 anos, quase todos adquiridos noutros países da Europa, onde as regras mais rígidas já não permitem que eles circulem.

 

Autocarros velhos II. De entre os velhos autocarros, as empresas escolhem os mais velhinhos para efectuar o transporte escolar. Por exemplo, é vê-los a chegar, completamente a abarrotar, junto às escolas de Paredes, ficam estacionados ali perto e seguem à hora do almoço, outra vez, com a lotação largamente ultrapassada.


Autocarros velhos III. A Auto Viação Pacense é uma das empresas da região com a frota mais amadurecida. Há alguns dias, adquiriu na Holanda mais de uma dezena de autocarros usados. É certo que são mais recentes que a maioria da sua frota, mas resta saber se é seguro, e quais as vantagens, circular nas estradas portuguesas com autocarros que já não servem para os holandeses.

 

Ambulância do INEM. Muitos ainda estarão lembrados da “guerra” das ambulâncias no INEM durante a campanha eleitoral. No meio de tantas promessas, ficou a de atribuir aos Bombeiros Voluntários de Rebordosa uma ambulância do INEM. Há duas semanas, a tal ambulância chegou. Só que em vez de ser uma ambulância nova, como as das corporações vizinhas, os bombeiros de Rebordosa receberam uma com cinco anos, quase 200 mil quilómetros e sem desfibrilador. Porque é que uma ambulância que não serve para Faro tem que servir para Rebordosa?

 

Hospital sem macas. As corporações de bombeiros estão a perder a paciência. Tudo porque chegam ao Hospital Padre Américo e são obrigadas a esperar horas para que lhes devolvam a maca da ambulância. Na passada sexta-feira, chegaram a estar 11 ambulâncias paradas à porta do hospital. Ter ambulâncias paradas três ou quatro à porta de um hospital não serve para nada.

alinhado por fcrocha às 20:28
Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Rendimentos dos políticos.

Esta semana, publicamos [no VERDADEIRO OLHAR] uma lista com as declarações de rendimentos que os políticos da região entregaram no Tribunal Constitucional. A lei que controla a riqueza dos titulares de cargos políticos prevê a entrega ao Tribunal Constitucional de uma declaração com a descrição dos rendimentos e património, bem como a participação em sociedades e os cargos sociais detidos.

 

É provável que possa aparecer quem diga que o VERDADEIRO OLHAR violou a privacidade dos políticos, mais ainda quando se sabe que há políticos que pediram ao Tribunal Constitucional para que o conteúdo das suas declarações de rendimentos fosse ocultado da opinião pública, embora o Tribunal tenha indeferido todos esses pedidos.

 

Antes de mais, convém explicar que o espírito da lei é permitir a quem estiver interessado comparar as declarações de rendimentos à entrada e à saída do cargo. Assim sendo, não pode haver nenhuma limitação a essa medida. A possibilidade de confidencialidade da declaração de rendimentos nega a finalidade da legislação, que é assegurar a transparência a todo e qualquer cidadão.

 

Quem ocupa cargos públicos tem de aceitar como uma obrigação abdicar de parte da sua privacidade que, aliás, se restringe ao seu património e mais nada. Diga-se também que a declaração é preenchida pelo próprio e depositada no Tribunal Constitucional, não sendo objecto de qualquer fiscalização. Um candidato a um cargo político deve estar preparado para mostrar os seus rendimentos. Favorece a transparência. Entre o direito à privacidade e a transparência, o direito à transparência sobrepõe-se.

 

O depósito da declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional deve ser regra a aplicar a todos os titulares de cargos públicos e políticos. Não seria má ideia que esses mesmos fossem obrigados a depositar a mesma declaração nos dois anos subsequentes à cessação do cargo. Assim, ficaríamos a saber quais o benefícios auferidos após o mandato.

 

Os documentos que publicamos podem ser consultados por qualquer cidadão junto do Tribunal Constitucional.

alinhado por fcrocha às 19:17
Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

SEM HÁBITOS NÃO HÁ EDUCAÇÃO

“O Deus das moscas” é uma magnífica novela do Nobel inglês, William Golding. Conta a história de trinta crianças inglesas que são os únicos sobreviventes de um acidente aéreo. Sozinhas, devem organizar as suas vidas numa pequena ilha deserta, sem ajuda de nenhum adulto. Agrupados em torno dos chefes, Ralph e Jack, logo comprovam que coabitar não é uma tarefa simples. Aparecem os primeiros conflitos, difíceis de resolver na situação em que se encontram, e finalmente estala a violência, que desemboca numa guerra aberta entre eles, com trágicas consequências.

 

A história da difícil convivência entre estes jovens náufragos está salpicada de detalhes que mostram a importância fundamental dessa aprendizagem e desses valores que o homem acumulou durante séculos e que se transmite de uma geração para outra através da educação. Frente a outras visões mais ingénuas sobre a bondade das crianças, Golding mostra a maldade que se encontra escondida no coração humano e aponta que o único resgate do homem terá que vir de fora. Sem ajuda e sem formação, o homem encontra-se extremamente indefeso, diante do empurrão das suas tendências maldosas. È certo que busca por natureza o bem, mas também é certo que essa natureza está ferida e que necessita de muitos cuidados para funcionar correctamente.

 

Qualquer pessoa com um pouco de experiência da vida sabe o que é a maldade do homem, já viu muitas vezes o rosto feio da inumanidade. Golding desmascara esta simplicidade e bondade natural do homem e a sua progressiva degradação para a maldade radical da sociedade e da cultura. Ao mesmo tempo, questiona também o racionalismo arrogante do século XIX, que fez muitos confiar no progresso científico e económico e que traria consigo um progresso moral igualmente veloz. Os que alimentavam esse ideal pensavam que tinham encontrado a fórmula definitiva da eficácia e do bem-estar, mas logo viram que aquele optimismo era precipitado, que esse avanço não significava que os homens se entendessem melhor entre eles, nem que haja mais respeito mútuo, nem que vivam em paz. O que é certo é que por maior que seja o progresso económico e cientifico que se alcance, nunca será fácil educar moralmente o homem.

 

Todo o homem, para ser bom, ou para manter-se no bem, necessita de ajuda para fazer render os talentos ocultos que contém. É certo que afinal é sempre a própria liberdade quem tem a última palavra, mas seria bastante ingénuo menosprezar a enorme influência que tem a formação. Por isso, educar bem os filhos na família, os alunos na escola ou universidade, ou qualquer outra tarefa relacionada com a formação das novas gerações deveria ser considerada como um dos objectivos maiores e de maior transcendência e responsabilidade em qualquer sociedade que realmente pense no futuro.

 

Transmitir o progresso científico e económico é relativamente fácil, mas transmitir os progressos morais sempre será difícil, pois requerem a sua assimilação pessoal e o seu exemplo prático. É imprescindível o esforço pessoal para se adquirir esses hábitos. E isso será sempre custoso, em qualquer época ou lugar. É um progresso pessoal que nos leva a vida inteira e que depende da nossa forma de viver. Bem merece, por isso, a nossa atenção.

alinhado por fcrocha às 20:21
Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

Internet Segura, APPIS e Mérito Empresarial

Dia Europeu da Internet Segura. Esta semana, comemorou-se o Dia Europeu da Internet Segura. À excepção do concelho de Lousada, a iniciativa passou despercebida em quase toda a região. Nota-se uma falta de consciência – transversal a pais, educadores e políticos – relativamente aos riscos inerentes à exposição à rede, um risco que aumenta significativamente quando se trata de crianças e adolescentes. A Internet é uma poderosa ferramenta de comunicação e conhecimento, mas para que se possa tirar o melhor partido da sua utilização é necessário que se conheçam os perigos. Por isso, aconselho uma visita ao nosso sítio na Internet e a leitura da entrevista a Tito Morais, fundador do MiudosSegurosNa.Net, publicada na edição número 103.


APPIS. A Associação Paredes Pela Inclusão Social continua a alcançar resultados junto dos quase 700 alunos que acompanha. De entre os concelhos onde foi implementado o projecto dos Empresários Pela Inclusão Social, Paredes conseguiu o segundo melhor resultado de sucesso escolar. Este ano, o projecto APPIS continuará o combate ao abandono escolar, mas dedicar-se-á, igualmente, à prevenção do consumo de drogas e álcool, através do programa “Previne Paredes”. A APPIS tem demonstrado a sua importância e o seu trabalho com resultados, talvez esteja na hora de aparecerem mais empresários a partilhar desta boa experiência. 

 

Empresários de sucesso. No próximo dia 3 de Março, a Câmara Municipal de Penafiel vai atribuir oito medalhas de Mérito Municipal. Seis delas irão para empresários do concelho. Numa altura em que palavra “crise” para ser a única resposta para tudo, a Município penafidelense realça a alguns dos seus melhores, desafiando os outros empresários do concelho a serem tão bons como estes que irão ter reconhecimento público. Vivemos sobre circunstâncias adversas, por isso, esta homenagem a empresários empreendedores poderá ser um incentivo para muitos.

alinhado por fcrocha às 12:56
Segunda-feira, 08 de Fevereiro de 2010

Jorge Malheiro: 17 anos depois de ter sido presidente de Câmara durante 17 anos

Comecei a minha actividade profissional participando na realização do primeiro Plano Director Municipal de Paredes, numa altura em que Jorge Malheiro era o presidente da Câmara Municipal.

 

A minha vida voltou a cruzar-se com a de Jorge Malheiro em 2004, desta vez por razões políticas.

 

Dele, guardo a imagem de um homem coerente. A ele se deve uma grande parte do desenvolvimento do concelho de Paredes e algumas das principais obras municipais.

 

De Jorge Malheiro pode-se dizer tudo, mas é de justiça que se diga que, durante 17 anos, serviu sem nunca se ter servido.

 

Por isso, partilho convosco um texto publicado na última edição do nosso Jornal, escrito pela jornalista Emília Maia.


"Tem 69 anos, três filhos, vive numa casa de família construída há 87 anos, e exibe com orgulho o brasão cuidadosamente colocado em cima da parede branca e virado para a extensa vinha de onde sai o néctar baptizado com o nome da quinta – A Quinta D'Além. É essa a 'menina dos olhos' de Jorge Malheiro, a que se dedica hoje inteiramente, porque quer assim, porque acha que ela (a quinta) merece, ao contrário da outra actividade que já o fez vibrar e perder muitas horas de sono, a política e a presidência autárquica.

 

Mudaram-se os tempos e com eles vieram novas realidades que Jorge Malheiro não entendeu, mas apenas porque não quis. Tal como a casa e a quinta, preserva o essencial: os valores de um tempo que não quer ver mudar. E consegue, porque na quinta consegue tudo, até esquecer a crise, a política e os problemas dos outros. Mantém-se a par só do que quer, através de amigos ou dos jornais.

 

Jorge Malheiro é assim, de trato simples, modos cavalheirescos e firme no que pensa, diz e faz.

 

São, certamente ainda resquícios dos seus antepassados.

 

O historiador Belmiro Augusto de Oliveira escreveu que 'os Malheiros de Coura descendem dos Malheiros da Costilha e estes descendem e representam os Malheiros de Vila Nova de Cerveira que eram cavalleiros proffessos na Ordem de Christo em 20 de Maio de 1737…'. O historiador vai mais longe, até ao século XV, onde surge Álvaro Pitta, escudeiro fidalgo por El-Rei D. João I.

 

Regressando à actualidade, Jorge Malheiro, teve dois irmãos (Jorge e Maria) que morreram. Nasceu no Porto, 14 anos após a última gravidez da mãe. Alguns anos depois, o pai costumava dizer que tinha dois filhos: o Jorge Maria (herdou o nome dos falecidos irmãos) e a Quinta D'Além.

 

Durante vários anos viveu entre Paredes e o Porto, onde tinha a sua vida profissional.

 

Foi presidente da Câmara Municipal de Paredes durante 17 anos, desde 19 de Agosto de 1977 até 30 de Dezembro de 1993.

 

Quando foi eleito já vivia, permanentemente, na Quinta D'Além, uma casa que teima em preservar, rodeada por extensos terrenos, com uma área total de 10 hectares, uns cultivados, outros embelezados por árvores frondosas e recantos de flores.

 

'Vim para cá viver definitivamente passados oito ou nove meses do 25 de Abril, quando se formaram aqueles grupos comunistas para tomar conta das quintas. Nessa altura vim para aqui para a defender. E consegui, não só esta como outras', diz, com olhar perdido no tempo.

 

Entrou para a política logo após o 25 de Abril, durante a formação do CDS.

 

Diz ter lutado intensamente pela liberdade em Portugal, 'porque o 25 de Abril foi uma revolução de cravos que veio a transformar-se numa revolução de espinhos', afirma.

 

E explica que Portugal esteve na eminência de cair no regime comunista: 'por isso lutei com quantas forças tinha, eu como muitos outros que me acompanharam'.

 

Antes de entrar para a política, era gestor de uma empresa, italo-portuguesa, mas, assim que foi eleito, decidiu dedicar-se apenas, e só, à actividade autárquica. 

 

'Nunca aceitei nenhum lugar que me foi oferecido.Por exemplo pelo Dr. Freitas do Amaral para secretário de Estado da Administração Interna e depois, em vários mandatos, fui convidado para deputado da Assembleia da República e também não aceitei. O meu fim era de facto trabalhar por Paredes para lhe dar o lugar que o concelho merecia'.

 

Mesmo assim, a quinta nunca foi esquecida e foi sempre Jorge Malheiro quem a geriu."

alinhado por fcrocha às 18:41
Sexta-feira, 05 de Fevereiro de 2010

Clubite ou provincianismo?

“Se, por um daqueles artifícios cómodos, pelos quais simplificamos a realidade com o fito de a compreender, quisermos resumir num síndroma o mal superior português, diremos que esse mal consiste no provincianismo.”


A frase anterior, escrita por Fernando Pessoa, vem a propósito de um comentário feito no Twitter pessoal de um dirigente do PSD/Paredes, no final do jogo dos quartos de final da Taça de Portugal. Um minuto depois de terminado o encontro, em que a equipa do Paços de Ferreira foi eliminada pelo Chaves, Amândio Guimarães escreveu o seguinte: “Os imitadores dos móveis foram-se da taça”.

 

Hesito em escolher, confesso, uma de duas interpretações da frase.

 

A primeira: Amândio Guimarães sofre de clubite e estava a vibrar com a derrota do Paços de Ferreira, num complexo de inferioridade pelo facto da equipa da Capital do Móvel ser a única da região num escalão nacional.

 

A segunda: Numa triste atitude provinciana, Amândio Guimarães aproveitou para alimentar velhas e ultrapassadas rivalidades, não se importando de chamar “imitadores” aos empresários pacenses.

 

Tudo isto teria pouca importância, não fosse o facto de Amândio Guimarães ser um dirigente do PSD local, partido que sustenta a actual maioria camarária. A mesma maioria que, aparentemente, tenta acabar com atitudes provincianas em nome do interesse colectivo da região.

 

Considero Amândio Guimarães uma pessoa razoável e coerente com a sua visão politica e social, pelo qual nutro um enorme respeito, mas quando o assunto mete clubite ou bairrismo não se consegue conter, fazendo afirmações muitas vezes desagradáveis.

 

São atitudes como estas que fazem com que a região não fale a uma só voz, continue a ser uma das mais pobres do país e continue a ser vista e controlada à distância.

 

Como disse Fernando Pessoa, “para o provincianismo há só uma terapêutica: é o saber que ele existe. O provincianismo vive da inconsciência; de nos supormos civilizados quando o não somos, de nos supormos civilizados precisamente pelas qualidades por que o não somos. O princípio da cura está na consciência da doença, o da verdade no conhecimento do erro. Quando um doido sabe que está doido, já não está doido”.

alinhado por fcrocha às 18:56
Quinta-feira, 04 de Fevereiro de 2010

IC35, Centro de Saúde de Lordelo e Jorge Malheiro

IC35 adiado. O ministro das Finanças decidiu congelar a construção do IC35, esquecendo-se que em 29 de Agosto do ano passado (em tempo de pré-campanha) tinha assinado um despacho a promover o concurso público para a construção daquela via e que, passos dois dias, anunciou a obra em Castelo de Paiva. Não me parece que se possa confiar em alguém que diz hoje uma coisa e amanhã o seu contrário, que afirma algo como se fosse verdade e depois age exactamente ao contrário do que apregoou.


Hilariante. O PS/Penafiel emitiu um comunicado através do qual lamenta o adiamento do IC35. Até aqui nada de novo, não fosse o facto dos socialistas de Penafiel afirmarem – espantem-se – que a culpa é da Câmara Municipal de Penafiel. Lembram-se de cada uma! Pelo menos, criatividade não lhes falta.


Centro de Saúde de Lordelo. Na edição anterior demos-lhe conta da grave situação que se vive no Centro de Saúde de Lordelo. Um dia depois do Jornal estar nas bancas, a deputada Maria Teresa Fernandes, eleita pelo PSD no círculo de Braga, apresentou um requerimento à ministra da Saúde, questionando-a sobre os factos por nós noticiados. Durante o fim-de-semana, o PS/Paredes enviou uma nota de imprensa dando conta que esta semana o centro de saúde contará com mais um médico. Da deputada e ex-vereadora paredenses nem uma palavra. Mas tudo está bem quando acaba bem.


Jorge Malheiro. A partir de hoje, lançamos um olhar sobre diversas personalidades que fizeram história na região. Receando a concretização do ditado “longe da vista, longe do coração”, decidimos tentar inverter a natural capacidade humana para deixar cair no esquecimento aqueles que, em determinada altura, assumiram responsabilidade no desenvolvimento da região. Esta semana, mostramos-lhe o que faz e o que pensa o homem que há 17 anos governou os destinos de Paredes durante 17 anos.

alinhado por fcrocha às 08:57

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