Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

Arranque-se o joio!

Houve períodos da história em que o papel das Misericórdias foi mais relevante ou visível do que noutros. Hoje, neste processo de globalização e de esforço pelo acesso de todos aos bens que de todos são, as Misericórdias são das instituições que, vindo do passado, têm mais características de modernidade.

 

Mesmo sendo instituições que acompanham os tempos, as Misericórdias não podem perder o código genético imutável que as caracteriza: associações laicas de inspiração cristã. Ou seja, as Misericórdias são um esforço colectivo de católicos, que afunda as suas raízes na tradição social e religiosa. Por isso são chamadas de Irmandades.

 

O espírito cristão da caridade, o amor ao próximo, impregna do de profunda espiritualidade evangélica, informavam os princípios da Irmandade, sendo o seu objectivo principal viver esses princípios na prática concreta das obras de misericórdia.

 

Hoje, as Misericórdias são olhadas com olhos economicistas, muitas vezes constituídas por Mesários que de católicos não têm nada e que as usam para alcançar objectivos pessoais, sejam eles económicos ou políticos.

 

Por isso, não devemos menos prezar as Misericórdias, porque o futuro promete quanto a questões sociais, a exigirem maiores ajudas à população idosa e aos mais jovens, mas sobretudo uma necessidade maior de apoio à família.

 

Hoje, como há quinhentos anos, as Misericórdias têm um importantíssimo papel social a desempenhar que só terá resultado se apostarem numa organização interna profissional e rigorosa, sem perder de vista os modelos de caridade propostos pela Igreja, perita em humanidade. Esse espírito cristão da caridade só é possível se os Mesários o viverem.

 

É preciso assegurar que o destino das Misericórdias continuará a ser fiel à doutrina da Igreja, o que só é possível se este for decidido por católicos. Já agora, olhe à sua volta e veja se é isto que está a acontecer.

alinhado por fcrocha às 20:32

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