Sábado, 12 de Junho de 2010

VERÃO, PAIXÃO E SEXO… MUITO SEXO!

Estão ambos num bar, ele com o copo na mão a tomar vagarosamente a sua bebida, enquanto vai trocando olhares com uma bela, jovem e sexy mulher que está na outra ponta do balcão. Daqui a pouco ele mete conversa com ela. Duas horas de conversa depois, estão os dois numa cama a fazer sexo com uma paixão ardente. Na manhã seguinte, cada um regressa a sua casa, feliz e satisfeito.
 
Experimente ligar a televisão num qualquer canal e observe uma qualquer telenovela ou filme e verá esta cena vezes sem conta. Mas esta cena é mesmo só na televisão, em que tudo não passa senão de lembranças. Na vida real esta cena pode ter muito mais que lembranças.

 

Vamos analisar esta mesma cena e escrever um possível final bem real.

 

“Duas horas de conversa depois, estão os dois numa cama a fazer sexo com uma paixão ardente.”

 

Seis meses depois: Ela levanta-se da cama, vai urinar e sente um escorrimento com pus. Sente uma dor na região da cintura.

 

Oito meses depois: Ela ao sair da cama dobra-se de dor. Não dá para disfarçar mais. Ela vai ao médico e descobre que tem gonorreia. O médico receita um antibiótico e tudo se resolve. Ela esquece o problema.

 

Quatro anos mais tarde: Ela encontra o seu príncipe encantado. Casam e querem logo ter filhos. Até já escolheram o nome para o caso de ser uma “ela” ou um “ele”. Na primeira consulta com o médico de família ela descobre que está estéril. A gonorreia que teve danificou-lhe as trompas. Já nem se lembra quem foi o homem que a infectou…

 

Mas… e o final feliz?! Ok! Vamos lá tentar outro final. 

 

“Duas horas de conversa depois, estão os dois numa cama a fazer sexo com uma paixão ardente.”

 

Dez meses depois: Acabou o jogo de futebol e ele sente-se mais cansado. Já lá vão uns dias que ele se sente cansado e com dores. Deve ser gripe.

Um ano depois: A gripe parece que não o quer deixar. Marca uma consulta no médico para amanhã.

 

Um ano e um dia depois: Ele nem quer acreditar no que o médico lhe diz: Ele com sintomas de SIDA?! Ele que até sempre usou preservativo?! O quê? Os poros do látex? E ninguém o avisou?

 

Dois anos depois: Ele está deitado na cama a olhar pela janela e a ouvir as crianças lá fora a jogar futebol… tal como ele quando tinha forças. Não se lembra de qual das parceiras lhe passou o HIV, mas tenta-se lembrar de quantas terá infectado.

 

Então?! E o final feliz?

 

Estes finais não são felizes como os das telenovelas, ou como os finais que a APF descreve nos manuais escolares de educação sexual que quer impor aos nossos filhos. A gonorreia e a SIDA não são riscos únicos. Quem pratica sexo sem compromisso arrisca-se a contrair muitas mais doenças:

 

- Clamídia – Essa é a causa mais comum de esterilidade nos homens e mulheres porque normalmente não apresenta sintomas até que seja tarde demais. Anualmente, são registados 4 milhões de novos casos;

 

- Sífilis – Nos homens, aparece inflamações não-dolorosas nos órgãos sexuais, e logo febre e inchamento dos nódulos linfáticos. Nas mulheres, as inflamações geralmente passam despercebidas e levam aos mesmos sintomas que ocorrem nos homens. A fase final traz desordens no cérebro, doença do coração e morte. Anualmente, são registados 134 000 novos casos.

 

- Herpes II – Doença incurável que provoca erupções periódicas de bolhas e úlceras dolorosas. Anualmente, são registados 500.000 novos casos.

 

- Condiloma Acuminado – Nos homens, aparecem formações como verrugas que podem levar ao cancro do pénis. Nas mulheres, o vírus pode causar queimaduras, comichão e dor na vulva. Sem tratamento, pode transformar-se num cancro. Existem hoje vinte milhões de casos. Trinta e três por cento das mulheres estão infectadas com este vírus.

 

Hepatite B – Inicialmente, cansaço, urina escura e fezes de cor acinzentada. Pode causar graves danos no fígado e levar à cirrose e ao cancro do fígado. É a DST mais comum no mundo. Anualmente, são registados 300 000 novos casos.

 

Nos anos 60 apenas existiam a gonorreia e a sífilis que poderiam ser tratadas rapidamente com penicilina. Hoje existem mais de 20 doenças sexualmente transmissíveis, que infectam milhões de pessoas em todo o mundo.

 

Mas afinal o que provoca em tão pouco tempo uma epidemia deste tipo? Nada mais que a promiscuidade sexual da população. À medida que cada pessoa tem cada vez mais parceiros sexuais provoca uma epidemia de DSTs.

 

Os indivíduos com o maior número de parceiros sexuais sofrem o risco mais elevado de contrair DSTs. É difícil compreender o motivo das campanhas “educativas” da APF e do IPJ que recomendam o preservativo como solução no caso deles, pois as razões dos homens e mulheres que têm múltiplos parceiros sexuais são as mesmas razões que os levam a não usar o preservativo nas suas relações.

 

Assim, os indivíduos com maior número de parceiros sexuais e com maior risco de infecção são os menos inclinados a usar o preservativo em todas as ocasiões. Contudo, se a realidade fosse diferente e eles quisessem de facto usar o preservativo sempre para se “proteger” na sua vida de pecados sexuais, conforme as propagandas nos querem fazer acreditar, o que então aconteceria? A saúde deles seria realmente protegida contra as DSTs?

 

Apesar dos meios de comunicação tentarem passar para o público a mensagem de que o preservativo é um meio fiável de protecção contra as DSTs, vejamos o que os factos mostram:

 

1. Os preservativos podem reduzir, mas não eliminam os riscos de se contrair DSTs. Mesmo com o uso do preservativo, o risco de contrair gonorreia é de 40 a 60%. Os resultados mais positivos em relação à eficácia do preservativo para impedir a contaminação do HIV são de 90%.

 

2. O preservativo parece oferecer pouca ou nenhuma protecção contra o condiloma acuminado, uma das DSTs mais comuns e causadora de mais de 90% dos casos de cancro do colo do útero.

 


3. As informações disponíveis mostram que o preservativo oferece protecção mínima contra a clamídia.

 

4. Cerca de 15% dos casais que usam o preservativo como anticoncepcional engravidarão no primeiro ano de uso.
 
5. Uma pesquisa nacional nos EUA revelou que só entre 5 e 17% das pessoas declararam usar o preservativo em cada encontro sexual que tinham com outros indivíduos.

 

6. Quando se menciona que o preservativo não oferece total protecção contra as DSTs, só se está a levar em consideração os casos em que há uma utilização perfeita e consistente do preservativo. Assim, o risco de infecção de DSTs torna-se muito maior nos casos em que não há um uso constante e perfeito do preservativo. Os factos mostram que os jovens que são sexualmente activos confessam que usam preservativos só entre 5 e 40% das vezes, e ainda assim o usam incorrectamente em pelo menos 50% do tempo. [1]

 

O preservativo dá pouquíssima protecção contra o condiloma acuminado, sem mencionar o facto de que não é necessário ter uma relação sexual ou completar o acto sexual para se infectar com esta DST. O preservativo também quase não protege contra o herpes genital e a clamídia e não oferece segurança contra o risco extremamente elevado do sexo anal. Muitas pessoas acham que o sexo oral é relativamente livre de riscos, mas o facto é que o herpes, a gonorreia e outras doenças podem ser transmitidos pela boca.

 

A contínua propaganda que promove o sexo seguro está a levar as mulheres à beira de uma epidemia de cancro do colo do útero. Esta é a opinião de médicos americanos. Há um ano atrás, um estudo realizado nas mulheres que se matricularam na Universidade da Califórnia em Berkeley mostrou que 50 por cento eram portadoras do condiloma acuminado. Há evidências de que este vírus é uma das causas do cancro do colo do útero. As propagandas que promovem o preservativo não impedem a propagação do condiloma acuminado. Um estudo feito pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA revelou que o preservativo é incapaz de proteger uma mulher deste vírus. [2]

 

Existe uma solução fiável para a crise das DSTs. A solução é valorizar o casamento como única forma saudável de canalizar o sexo. A solução é apoiar mensagens que incentivem os jovens a prepararem-se para o casamento, não para o sexo. As DSTs nunca encontram terreno fértil em homens e mulheres casados, que vivem em mútua fidelidade e que não passaram por experiências sexuais antes do casamento.

 

Esperar até o casamento para se ter relações sexuais com um cônjuge sem doenças sexuais é a única maneira garantida de um jovem ou adulto não se contaminar com uma DST. Muitos jovens, sem dúvida alguma, esperariam até ao casamento para se envolverem sexualmente com o seu parceiro, tornando-se e permanecendo abstinentes, se fossem correctamente instruídos e encorajados.

 

Esperar até ao casamento para se ter sexo é o único caminho que oferece uma vida livre das DSTs e outros tipos de sofrimento.


[1] - Pesquisa sobre Saúde Reprodutiva e Sexualidade do Jovem (BEMFAM, Rio de Janeiro), p. 44.
[2] - Don Feder, Who’s Afraid of the Religious Right? (Jameson Books: Ottawa, Illinois), p. 54.


 

alinhado por fcrocha às 16:01

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