Sexta-feira, 23 de Agosto de 2013

Um país a arder

O país está de novo a arder. Não há telejornal que não há abra com imagens de fogos florestais que dissipam florestas, casas e – o mais grave de tudo – vidas humanas. Todos os anos é a mesma coisa, mas este ano a coisa aparenta ser ainda pior. No início desta semana, enquanto caminhava entre a minha casa e o meu local de trabalho, reparei que à volta da cidade de Paredes não havia nenhum local no horizonte que não estivesse tangido com colunas de fumo negro.

 

É certo que as condições climatéricas e o desordenamento florestal são favoráveis aos incêndios. Mas, tantos e ao mesmo tempo? Os bombeiros fartam-se de dizer que por trás da maioria dos incêndios está uma mão criminosa. Oficialmente dizem-nos que não há motivações económicas e que muitos dos fogos são provocados por negligência ou por pirómanos que têm prazer em ver a arder.

 

No dia em que escrevo este texto, chegaram vindos de Espanha dois aviões Cannadair e ao final da tarde virão outros tantos chegados de França. Mas que raio, como é que um país que tem dinheiro para comprar dois submarinos que custaram 700 milhões de euros, não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia desses aviões? Como é que o meu país se dá ao luxo de ter nos quartéis das Forças Armadas pilotos com treino para combater fogos aéreos e continua a concessionar o combate aos fogos florestais a empresas privadas? O país está a arder e não é apenas na floresta.

alinhado por fcrocha às 09:41
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