Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013

Intolerância ideológica

Até há uns dias, nunca me tinha interessado por saber quem foi o Cónego Melo. Provavelmente, eu e a maioria da população portuguesa, principalmente os que, como eu, ainda não chegaram aos 40 anos. Por isso, antes de lhes dizer o que penso sobre o acto de vandalismo à estátua do senhor, procurei saber quem foi ele.

 

Entre outras coisas, descobri do Cónego Eduardo Melo que: foi ordenado sacerdote em 1951; foi professor de Filosofia e doutorou-se pela Universidade de Salamanca; foi nomeado cónego da Sé de Braga, em 1972; em 1988, o Presidente da Republica Mário Soares atribuiu-lhe a Comenda da Ordem de Mérito; faleceu em 2008; nessa altura, a Assembleia da Republica aprovou um voto de pesar onde se lê que “[o Cónego Melo] teve um papel decisivo na luta pela preservação das liberdades e pela instauração de uma democracia parlamentar”.

 

Entretanto, há uns dias, um grupo de cidadãos de Braga decidiu erguer uma estátua ao Cónego Melo [o mesmo a quem Mário Soares conferiu a comenda e os deputados da Assembleia da Republica enalteceram no voto de pesar], tudo autorizado pela habilitada Câmara Municipal de Braga. Uns dias depois, uns comunistas do PCP e do Bloco de Esquerda fizeram uma manifestação [com meia dúzia de gatos pingados] contra a estátua. Logo a seguir, a estátua apareceu vandalizada.

 

Pelos vistos, estes bolcheviques acusam o Cónego Melo de ter dado apoio a movimentos de extrema-direita nos anos setenta. Mas são os mesmos que reverenciam a imagem de Álvaro Cunhal que, seis anos antes do 25 de Abril, apoiou declaradamente o regime soviético na ensanguentada invasão de Praga. São os mesmos que continuam a defender e a admirar as políticas sanguinárias de Estaline, Lenine ou Mao, que fizeram milhões de mortos. Os mesmos que continuam a defender o regime da Coreia do Norte.

 

Estes actos de radicalismo ideológico da extrema-esquerda sobrepõe-se a tudo, até ao direito de, em liberdade, os cidadãos legalmente homenagearem alguém.

 

alinhado por fcrocha às 15:51
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1 comentário:

Paciência que alguém conhece parte da história. Se não fossem uns quantos Melos, Portugal seria uma Coreia do Norte2

Lucidez faz falta
Vertias a 15 de Agosto de 2013 às 21:46

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